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6 de nov. de 2020

PANTANAL, PANTANEIRO E O “BOI BOMBEIRO” - OCUPAÇÃO HUMANA SUSTENTÁVEL HÁ QUASE 300 ANOS NO BIOMA MAIS CONSERVADO DO BRASIL.

 “... ninguém é mais interessado na conservação do Pantanal do que quem vive e produz nele há quase 300 anos.” 

Fonte: https://www.midianews.com.br/opiniao/guardiaes-do-pantanal/384732 


Oficialmente registrada, a pecuária, como atividade econômica sistematizada, está presente no Pantanal desde 1737, ou seja, há 283 anos o homem pantaneiro está instalado no Pantanal, criando gado. Cerca de 95% da área do bioma pertence à propriedades privadas e a atividade pecuária é desenvolvida em aproximadamente 80% de sua área. Na década de 1940 cerca de 80% do rebanho estadual se encontrava no Pantanal.

Durante anos esta foi a região mais importante do Estado de Mato Grosso, tratada como matriz econômica e com grande força política, que ficou ao sul, quando da divisão estadual e de onde hoje se destaca a Ministra da Agricultura Tereza Cristina, de família pecuarista no Pantanal.

Com a força da soja, o protagonismo político se deslocou no Estado de Mato Grosso para o seu eixo de produção agrícola e o homem pantaneiro, e sua secular atividade produtiva, acabou desguarnecido politicamente e organizações ideológicas foram criminalizando suas atividades e procurando esvaziar a atividade pecuária na região, um erro gigantesco.

É interessante observar que, de acordo com dados do IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, após quase 300 anos de atividade pecuária na região, o Pantanal é o bioma mais preservado do Brasil. A pesquisa Contas dos Ecossistemas: Uso da Terra nos Biomas Brasileiros aponta que 87,5% da cobertura natural do Pantanal, que inclui: as vegetações florestal e campestre e a área úmida está intacta e que o bioma foi o que sofreu menores perdas percentuais em área original, cerca de 1,6% apenas entre 2000 e 2018.

Enfatiza-se, como já exposto acima,  que a região possui 95% do seu território pertencente à propriedades privadas e que sua principal ocupação é a pecuária de corte, presente em 80% de sua área e que foram estas propriedades privadas, conduzidas pelo homem pantaneiro que conseguiram preservar secularmente 87,5% da área original da cobertura vegetal do Pantanal, demonstrando efetivamente, na vida real e prática e não em laboratórios e instituições de pesquisa (muitas inclusive, localizadas a milhares de quilômetros do Pantanal) que quem cuida da preservação do bioma é o homem pantaneiro.

A conservação do Pantanal é mais efetiva quando protagonizada pelos pantaneiros e por sua vocação natural para a pecuária, atividade que tem se mostrado, há quase 300 anos, como mais sustentável que muitas medidas protetivas geradas em salas de pesquisas. Como alertam Arnildo Pott e Xico Graziano: 

http://www.seb-ecologia.org.br/revistas/indexar/anais/viiiceb/palestrantes/apott.pdf 

https://www.poder360.com.br/opiniao/economia/a-importancia-do-boi-bombeiro-por-xico-graziano/ 

Na ausência de gado bovino, escreveu Arnildo Pott há 20 anos, ocorre “rápida sucessão para gramíneas altas do tipo pristino, morrendo sombreadas ervas prostradas e de menor porte, como Arachis, Bacopa, Burmannia, Polygala, Reimarochloa, Schultesia, Stenandrium, Cyperaceae, Eriocaulaceae, etc. Em fazendas desativadas e reservas tais como a RPPN SESC Pantanal e o Parque Estadual do Pantanal do Rio Negro, a remoção do gado promove sucessão para gramíneas cespitosas e acúmulo de biomassa seca, um difícil desafio ao controle de incêndio.”

Um ponto bastante simplista, (ou feito para induzir ao erro mesmo) na argumentação das organizações ambientalistas é que o gado nos municípios do Pantanal está crescendo. 

Pois bem, o Estado de Mato Grosso possui quinze municípios em área do bioma Pantanal e que, com exceção de um, nenhum dos outros apresenta totalidade de seu território no bioma: Barão de Melgaço (100%); Cáceres (85%); Poconé (84%); Santo Antônio do Leverger (62%); Porto Esperidião (41%); Nossa Senhora do Livramento (34%); Curvelândia (33%); Itiquira (23%); Mirassol D’Oeste (21%), os demais não possuem nem 20% do território em área do bioma.

Pois bem, onde alega-se que houve aumento no plantel nos municípios do Pantanal foi fora da área do bioma possivelmente, onde as condições logísticas, legais e de competitividade, principalmente, são melhores. Para se afirmar com precisão que o aumento de plantel ocorreu especificamente dentro do bioma Pantanal teria que se realizar um estudo específico para o bioma. De acordo com dados da Acrimat -  Associação dos Criadores de Mato Grosso menos de 15% do rebanho dos municípios está em área do Pantanal, também a confirmar.

Outro dado importante para a questão é que, com dados de 2016, a produção agropecuária da região gerou 23,66 mil empregos, entre diretos, indiretos e induzidos. Somente a bovinocultura gerou 12,92 mil empregos, entre diretos, indiretos e induzidos.

A legislação (Lei 8.830/2008) também é um fator impeditivo ao manejo das propriedades no Pantanal, impossibilitando o fogo controlado, a limpeza do pasto e a formação de pastagens, estas áreas, sem manejo, acumulam matéria-orgânica e tornam-se altamente combustíveis. Sem o manejo a pecuária se inviabiliza em muitas propriedades, que acabam por ser abandonadas.

É interessante que, objetivamente, a legislação e a atuação das ONG”s têm sido os principais agentes da situação atual do Pantanal, com muita matéria-orgânica para queimar em incêndios de grandes proporções, que são imputados aos pecuaristas pantaneiros, que, como apontado em um meio de comunicação: “ são fazendeiros que lucram com a criação de gado no Pantanal”. Pois bem, como se o lucro não fosse uma coisa boa, que gera investimentos, empregos e renda para outros setores e, quando na verdade, são os “fazendeiros” da região que cuidam dela há séculos e são, hoje, nestes grandes incêndios, cerca de 90% da mão de obra que os combate.

Realmente, o discurso e as ações dos ambientalistas motivados por ideologias estão na contramão do que se precisa fazer para a efetiva preservação do Pantanal, que inclui também a cultura do homem pantaneiro, seu secular modo de viver e as características da atividade pecuária pantaneira que promoveu, durante quase 300 anos a sustentabilidade do bioma.

São o  pantaneiro e o pecuarista que têm o maior prejuízo com as queimadas no Pantanal, perdem gado, perdem pastos, perdem cercas e benfeitorias, têm que gastar com mobilização do rebanho, com alimentação com ração. Estes são os maiores prejudicados, imputar-lhes culpa é doutrinação ideológica contra quem produz e preserva, é querer impor uma agenda que não cabe no Pantanal e nem em grande parte da sociedade.

Ao contrário do que prega esta agenda ideológica é necessário que se revise a legislação tornando-a compatível com os reais preservadores da região e que se valorize a pecuária no Pantanal, o homem pantaneiro e sua cultura que há varias gerações mantém este bioma em equilíbrio.

5 de fev. de 2018

RESÍDUOS SÓLIDOS – LUCRATIVIDADE PARA SOLUÇÕES AMBIENTAIS E ENERGÉTICAS.

O Gerenciamento Sustentável dos Resíduos Sólidos demanda, efetivamente, sua sustentabilidade econômica; mais que isso, deve ser lucrativo o suficiente para ser atrativo do ponto de vista empresarial. Em meu entendimento, para que uma atividade seja sustentável ela tem que, obrigatoriamente, ser rentável, atraindo o empreendimento privado e deixando cada vez mais a dependência do poder público. É interessante observar, neste sentido, como a possibilidade de se auferir lucro fez com que fossem reciclados diversos resíduos, anteriormente destinados  a lixões ou mesmo à sua deposição no meio ambiente. O lucro da reciclagem foi essencial neste processo, criando empresas, empregos e renda no segmento. Entretanto, ressalta-se que outras possibilidades de aproveitamento dos RSU’s – Resíduos Sólidos Urbanos são possíveis, gerando lucro, emprego e sustentabilidade.
De acordo com dados do PNUMA – Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, a produção mundial de lixo deve se aproximar de 2,2 bilhões de toneladas em 2025, um aumento de 69,23% em relação ao 1,3 bilhão de toneladas atual. Esta majoração será decorrente, de acordo com os dados da ONU – Organização das Nações Unidas, do maior número de pessoas inseridas na classe média no mundo, que se aproximará dos 5 bilhões, ampliando os padrões atuais de consumo e geração de resíduos.
No Brasil, segundo dados do Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil, elaborado pela ABRELPE – Associação Brasileira das Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais os RSU’s – Resíduos Sólidos Urbanos gerados em 2016 foram da ordem de 78,3 milhões de toneladas, um decréscimo de 2% em relação ao ano anterior, fruto do próprio encolhimento da economia nacional. Neste mesmo ano foram coletados cerca de 71,3 bilhões de toneladas, representando 91,03% de resíduos gerados no país.
Dados elaborados pelo IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e pela ABRELPE indicam que somente 58,4% destes resíduos foram enviados para aterros sanitários. Dos 5.570 municípios brasileiros (IBGE, 2016), 3.331 (59,80%) não dispuseram adequadamente seus resíduos sólidos, enviando cerca de 29,7 milhões de toneladas de resíduos para lixões, o que representa 41,65% de todo o lixo coletado em 2016.
O ano de 2016 apresentou uma queda de 2% na geração de RSU’s em relação ao  ano anterior, caindo de uma média de 218.874 toneladas/dia para 214.405 toneladas/dia. Segundo dados do IBGE, estes valores representavam, respectivamente, 1,071 Kg por habitante/dia em 2015 e 1,040 Kg por habitante/dia em 2016. A coleta seletiva de lixo é feita por 87,2% dos municípios da Região Sudeste; a Região Centro Oeste, entretanto, possui apenas 43,3% de seus municípios com coleta seletiva de lixo.
No Brasil, em 2015, haviam 353.426 pessoas empregadas nas atividades de limpeza urbana, sendo 57,56% na iniciativa privada e 42,43% pertencentes ao setor público. Este número total caiu em 2016 para 335.669 pessoas empregadas nas atividades de limpeza urbana no país, uma queda de 5,02%. A Região Sudeste ocupou a maior parte destes postos de trabalho, cerca de 43,60%.

No total, o mercado de limpeza urbana no Brasil alcançou R$ 27,347 bilhões em 2016, sendo 54,51% referentes à Região Sudeste. Estes valores são computados como custos para as administrações públicas, especialmente as municipais, que são diretamente responsáveis pela limpeza urbana. Entretanto, há outras formas de se solucionar a disposição dos RSU’s e ainda gerar empregos, renda e energia.
As usinas de geração de energia a partir de RSU’s são uma solução neste sentido. Em função de seu alto custo de processamento foram implantadas inicialmente em países desenvolvidos, o que ocorre também em função da característica do RSU destes países. De acordo com a EPE – Empresa de Pesquisa em Energia, vinculada ao Ministério de Minas e Energia, a baixa porcentagem de matéria orgânica no RSU é favorável à sua transformação em energia em função do baixo Poder Calorífico (PC) deste tipo de resíduo.

Fonte: CEMPRE – Compromisso Empresarial para a Reciclagem.

O PC – Poder Calorífico de um material é a energia liberada por sua combustão, variando em função de sua umidade. É dividido em PCS – Poder Calorífico Superior e PCI -  Poder Calorífico Inferior. O PCS considera que a água contida no material a ser queimado não evapora no seu processo de combustão, o PCI, ao contrário, considera sua evaporação. Para que a água evapore é necessária energia, o que justifica o valos do PCS sempre ser maior que o PCI. A borracha, por exemplo, de acordo com a EPE, possui um PCI de 6.780 Kcal / Kg, superior aos alimentos (matéria orgânica), cujo PCI é de 1.310 Kcal / Kg.
Como no Brasil a porcentagem média de matéria orgânica nos RSU’s é de aproximadamente 50%, segundo dados da CEMPRE, seu PCI é pequeno. Em países desenvolvidos este percentual de matéria orgânica no RSU é muito mais baixo, nos Estados Unidos é de 12% e na França 23%, aumentando o PCI de seus resíduos.
No Japão e na Europa são pagos, como TDF- Taxa de Destinação Final, o equivalente à R$ 250,00 por tonelada de RSU para as empresas que lhes dão adequado destino; no Brasil este valor é de aproximadamente R$ 6,00 por tonelada de RSU. Este valor da TDF viabiliza o processo de combustão e filtragem de gases, que são extremamente complexos.
Para minimizar estes custos criou-se o CCO – Ciclo Combinado Otimizado, onde associa-se a queima do RSU à utilização de gases emanados dos aterros sanitários ou mesmo gás natural.
Já instaladas no Brasil, estas usinas podem obter renda a partir da coleta do RSU, da venda do crédito de carbono e da venda da energia elétrica gerada em suas dependências a partir da utilização do gás metano, oriundo da decomposição do lixo. Em São Paulo, por exemplo, funciona uma usina que produz, por este processo, energia suficiente para suprir a necessidade de uma cidade de 400.000 habitantes.

10 de out. de 2017

MAPA DE CIRCULAÇÃO DOS VENTOS (GLOBAL E LOCAL)

O site https://earth.nullschool.net/ apresenta uma ferramenta interessante para o monitoramento dos ventos em tempo real, em nível global e local. Sua visualização é semelhante à do Google Earth e seu uso é bastante simples.


Ao entrar no site o usuário já terá uma visão global em tempo real. Com o botão esquerdo do mouse pode-se girar o Globo e o botão de rolagem do mouse serve para ampliar a imagem. Com estes recursos é possível situar no mapa a localidade desejada, com um clique no ponto encontrado surge uma legenda onde estão disponíveis suas coordenadas geográficas, sua temperatura em graus Fahrenheit e a velocidade do vento. A direção é possível ver no próprio mapa. No site abaixo há uma tabela contendo os valores convertidos: http://www.pucsp.br/~jarakaki/ProgWeb/ex_tabelaCF.php , contudo, o cálculo para a conversão é:

Fahrenheit            Celsius = (ºF-32) / 1,8 == (68º F-32)/1,8 = 20º C
Celsius           Fahrenheit = (ºC*1,8) + 32 == (20ºC*1,8) + 32 = 68º F 



24 de ago. de 2017

AVANÇOS CIENTÍFICOS E TECNOLÓGICOS EVITAM O DESMATAMENTO E GARANTEM A SEGURANÇA ALIMENTAR.

Até a década de 1970, o aumento da produção agrícola brasileira ocorria exclusivamente em função do aumento de área cultivada, sendo limitada por sua baixa produtividade. A partir de meados da década de 1970 a agricultura brasileira iniciou sua trajetória ascendente, especialmente fundamentada em investimentos em ciência e tecnologia, amplamente incorporadas à produção.
Houve sim expansão de áreas agrícolas, principalmente no Cerrado brasileiro, a partir do fim da década de 1970 e, atualmente, na região do MATOPIBA; entretanto, esta expansão foi precedida do desenvolvimento de tecnologias que permitiram o plantio em seu solo, especialmente a correção de acidez e o uso de sementes cientificamente elaboradas para a região.
Há um crescente desafio para a produção agropecuária, que é atender a crescente demanda por fibras, energia, alimentos e demais matérias primas, para uma população que se projeta em cerca de 9,7 bilhões em 2050 e ainda, com equilíbrio e sustentabilidade ambiental.
O enfrentamento deste desafio só é possível a partir de maciços investimentos em pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias; necessário, ainda, que este conhecimento chegue ao produtor, de todos os portes. O produtor e os demais elos da cadeia do Agronegócio, devem estar aptos a se manter em um mercado cada vez mais complexo e com demandas mas intensas qualitativa e quantitativamente.
De acordo com o documento Visão 2014 – 2034 O Futuro do Desenvolvimento Tecnológico da Agricultura Brasileira, elaborado pela EMBRAPA (AGROPENSA, 2013), existem determinados eixos temáticos sobre os quais a pesquisa e o desenvolvimento tecnológico devem se fundamentar: novas ciências (biotecnologia, geotecnologia e nanotecnologia); agricultura de precisão, tecnologia da informação (big data) e automação; recursos naturais, mudanças climáticas e agrometeorologia; segurança zoofitossanitária das cadeias produtivas; segurança dos alimentos, da nutrição e da saúde;  tecnologia agroindustrial, da química verde e da biomassa; sistemas de produção, mercados, políticas e desenvolvimento rural. Essência da economia nacional, estas são as bases da sustentabilidade do Agronegócio brasileiro.

Efetivamente, os avanços tecnológicos e científicos se contrapuseram à tese Malthusiana de que a produção mundial de alimentos crescia em Progressão Aritmética enquanto a população aumentava em Progressão Geométrica e que, em função desta discrepância, haveria escassez de alimentos. Também contrapôs as teses ambientalistas de que, para que houvesse aumento substancial de produção mais áreas deveriam ser desmatadas.
Definitivamente, entendam, esta não é uma tese da “bancada ruralista”, considerando-me um “ambientalista produtivo” acredito fundamentalmente na produção e nos benefícios que ela traz à sociedade (alimentos; empregos; infraestrutura; desenvolvimento econômico, social, tecnológico, científico e cultural; divisas com exportação).
Entretanto, tenho também a crença essencial de que o alicerce da vida na Terra é o meio ambiente e que suas alterações e desequilíbrio colocam em xeque não só a produção agropecuária e industrial, por serem intrinsecamente dependentes dos recursos naturais, mas a própria vida humana, como a conhecemos. Sou veemente defensor da interdependência meio ambiente / agropecuária, não se produz na agropecuária sem o uso dos recursos naturais, em maior ou menor intensidade, não se mantém esta produção sem a sustentabilidade ambiental.
É nesse caminho que segue a moderna agropecuária brasileira, sistemas de produção integrados, sustentabilidade, redução de emissões, sistemas de qualidade e gestão ambiental, entre diversas outras iniciativas que demonstram o cada vez mais consolidado respeito ao meio ambiente. É importante observar os dados estatísticos disponíveis, que demonstram efetiva e claramente que o aumento da produtividade foi o maior responsável pelo incremento na produção e esta produtividade está diretamente relacionada aos avanços científicos e tecnológicos envolvendo: novos maquinários mais potentes; agrotóxicos mais eficientes; fertilizantes mais eficazes; sistemas de produção, armazenamento e comercialização melhores administrados; bancos de dados gerando informações precisas fundamentando todo o processo produtivo; melhoramentos genéticos.
Esta tese é compartilhada também por Nicholas Vidal, em seu livro “Agradeça aos Agrotóxicos por Estar Vivo” este livro, na verdade é um destruidor de mitos, especialmente os alarmistas, com sólidos fundamentos em estatísticas oficiais e já exaustivamente debatidas e aceitas como verdadeiras. Sua teoria central, também a minha, é que o aumento da produtividade evitou não só a fome, contrariando as teorias de Malthus, mas também a derrubada de muitas florestas. E esta produtividade só foi alcançada a partir de uma intensa incorporação de tecnologia ao campo, resultante de um ambiente de excelência na ciência, como o é, quando se trata do segmento do Agronegócio, um dos mais dinâmicos do mundo, em função de contínuos investimentos públicos e privados no setor e de sua necessiade estratégica para a humanidade.
Vejamos os números: de acordo com os dados do IBGE, a área colhida de grãos no Brasil em 1975 era de 32.878.017 hectares, representando 3,86% do território nacional (considerando a área atual); em 2017, esta área passou a ocupar 61.122.704 hectares, ou 7,18% da superfície brasileira. Um incremento de 85,68% na área colhida de grãos no país. No mesmo período, a produção passou de 39.442.067 toneladas para 242.082.569 toneladas, uma majoração de 513,77%. Deste modo: em  1975, a produtividade média da produção de grãos era de 1.200 toneladas por hectare; em 2017, esta produtividade alcançou 3.961 toneladas por hectare, um aumento de 230,15%.




30 de out. de 2015

COMO CALCULAR DENSIDADE DE PLANTIO

Terá início nesta edição uma série sobre o método para se calcular a densidade de plantio em suas diversas configurações. São cálculos simples, que podem ser de grande utilidade para técnicos em campo. Nesta edição mostra-se o cálculo para plantios em retângulos e quadrados, nas edições posteriores serão mostradas as metodologias para o cálculo nas demais configurações,


2 de jan. de 2010

TRANSFORMAÇÃO DE COORDENADAS EM GRAUS DECIMAIS E VICE VERSA

Coordenada = 20º 15’ 35” = 20 + (15/60) + (35/3600) = 20, 259722222 >>> 20 + 0,2500 + 0,009722 = 20,259722222 >>> ( Os graus da coordenada são a parte inteira dos graus decimais, os minutos são então divididos por 60 e os segundos por 3.600, somando-se os resultados).

Graus Decimais = 20, 259722222º >>> separando a parte inteira se obtém o grau (20º), multiplica-se a parte decimal por 60 (0,259722222 x 60) = 15,58333, separa-se a parte inteira e obtém-se os minutos (15’), multiplica-se novamente a parte decimal por 60 (0,5833333 x 60) = 35, que corresponde aos segundos (35”), temos assim: 20º 15” 35”.

26 de out. de 2009

TEXTURA DOS SOLOS


Clique na Imagem para Ampliar
Define-se a textura do solo pela proporção relativa das classes de tamanho de suas partículas. A Sociedade Brasileira de Ciência do Solo define quatro classes de tamanho de partículas menores do que 2 mm, usadas para a definição da classe de textura dos solos:

Areia grossa – 2 a 0,2 mm
Areia fina – 0,2 a 0,05 mm
Silte – 0,05 a 0,002 mm
Argila – menor do que 0,002 mm

Não se considerando a matéria orgânica e nem partículas maiores do que 2 mm no solo, seu total de partículas é igual ao somatório da proporção de areia, silte e argila, de maneira que um solo pode ter de 0 a 100% de areia, de silte e de argila. As possibilidades de arranjos, resultantes da combinação das proporções de classes de partículas é muito grande, em função disto, desenvolveu-se um sistema de classificação gráfico e funcional para a definição das classes de textura dos solos. O sistema consiste na sobreposição de três triângulos isósceles que representam a quantidade de argila, silte e areia do solo.
Pode-se avaliar a textura diretamente no campo ou em laboratório. No campo, a estimativa é baseada na sensação ao tato ao manusear uma amostra molhada de solo. A areia produz sensação de aspereza, o silte maciez e a argila maciez, plasticidade e pegajosidade. A classe textural, em conjunto com o tipo de argila existente, afeta outras propriedades físicas, como a drenagem e a retenção de água, a aeração e a consistência dos solos.
A classe textural é uma importante característica de um solo porque pouco varia ao longo do tempo. Transformações ocorrerão apenas se houver mudança da composição do solo devido à erosão seletiva e/ou processos de intemperismo, que acontecem em escala de séculos a milênios. Entende-se assim, que o uso e o manejo do solo afetam pouco a sua textura.
Considera-se um solo fisicamente ideal para o desenvolvimento de plantas quando apresenta boa retenção de água, bom arejamento e suprimento de calor e pouca resistência ao crescimento radicular. Concomitantemente deve ter boa estabilidade dos agregados e boa infiltração de água no solo, que são condições físicas importantes para qualidade ambiental dos ecossistemas.

Relação textura x propriedades dos solos

Solos Arenosos
Menor porosidade, menor micro e maior macroporosidade, baixa retenção de água, boa drenagem e aeração, menor densidade do solo, rápido aquecimento, resistente à compactação, baixa capacidade de troca de cátions (CTC), maior lixiviação e erosão, baixa coesão e friável, consistência friável quando úmido, mecanização facilitada, baixa quantidade de matéria orgânica com rápida decomposição.

Solos Argilosos
Maior porosidade, maior micro e menor macroporosidade, alta retenção de água, drenagem lenta com pouca aeração quando pouco agregados, maior densidade, aquecimento lento, suscetível à compactação, maior capacidade de troca de cátions (CTC), menos lixiviável e mais resistente à erosão, elevada coesão com consistência firme, sensação de plasticidade e pegajosidade quando molhado, mais pesado para a mecanização, média a alta quantidade de matéria orgânica e menor decomposição orgânica.

19 de out. de 2009

CARACTERÍSTICAS DOS SOLOS DE MATO GROSSO

Esta publicação fundamentou-se em trabalho apresentado pela EMBRAPA, que compilou os dados produzidos pelo Zoneamento Sócio Econômico Ecológico desenvolvido pela SEPLAN – MT (Secretaria de Estado de Planejamento e Coordenação Geral). Na elaboração deste zoneamento, esta secretaria identificou e mapeou, em escala 1: 250.000, vinte e três classes de solo no estado, os quais listaremos abaixo, com seus respectivos percentuais de ocorrência e descrição:
LATOSSOLO ROXO
Ocupam 0,18% do território estadual. Caracterizam-se por serem solos minerais, não hidromórficos, com horizonte B latossólico de cor vermelho escura com tonalidades arroxeadas e teores de Fe²O³, provenientes do ataque sulfúrico maior que 18%. Em geral, possuem forte atração magnética. São profundos, friáveis ou muito friáveis, argilosos ou muito argilosos, porosos, permeáveis e estão cobertos pelas vegetações de Cerrado e Floresta. Nestas áreas sua ocorrência se dá, na maioria das vezes, em condições de relevo plano e suavemente ondulado, o que junto às suas excelentes características físicas, é responsável pelo intenso uso agrícola mecanizado. A sua ocorrência em maior abundância e praticamente única é no Planalto de Tapirapuã, contemplando municípios como Tangará da Serra, Nova Olímpia, Arenápolis e Nortelândia.
LATOSSOLO VERMELHO-ESCURO
Ocorrência de 23,63% no estado. Solos minerais, profundos, muito intemperizados, têm por característica apresentar um horizonte B latossólico, de cor vermelho escura e possuem teores de Fe²O³ entre 8 e 18%. Possuem boa drenagem interna, em função de elevada porosidade e homogeneidade de características ao longo do perfil havendo, em consequência, elevada permeabilidade. Este fato os coloca como solos de razoável resistência à erosão de superfície. São alguns dos solos mais expressivos em termos de ocorrência no estado, e se distribuem por todas as regiões tendo, contudo, no Planalto dos Parecis, sua maior ocorrência. São cobertos tanto por vegetação de Cerrado quanto por Floresta. Suas condições físicas são excelentes, que aliadas ao relevo plano ou suavemente ondulado onde ocorrem, favorecem sua utilização com as mais diversas culturas adaptadas à região. Por serem ácidos e distróficos, ou seja, com baixa saturação de bases, requerem sempre correção de acidez e fertilização, o que sugerimos que sejam feitas dentro de parâmetros agroecológicos.
LATOSSOLO VERMELHO AMARELO
Ocorrem em 17,18% do estado. Bem drenados, são solos caracterizados pelo horizonte B latossólico de cores vermelhas a vermelho amareladas, com teores de Fe²O³ iguais ou inferiores a 11%, normalmente superiores a 7%, quando a textura é argilosa ou muito argilosa. São profundos, possuindo características físicas que se refletem em boa drenagem interna, boa aeração e ausência de impedimentos físicos à mecanização e penetração de raízes, condições extremamente favoráveis ao aproveitamento agrícola. Suas características químicas são as principais limitações ao aproveitamento agrícola, impondo a execução de práticas para correção destas limitações com adubação e calagem dentro de manejo agroecológico. São intensivamente utilizados, ora com pastagens plantadas (textura média), ora com lavouras (textura argilosa). O relevo onde ocorre é suave ondulado ou plano, sob vegetação de Cerrado e Floresta. Distribuem-se por praticamente todas as regiões do Estado tendo suas ocorrências mais significativas no extremo Norte (Município de Apiacás), Noroeste (municípios de Aripuanã e Juína), Planalto dos Parecis, Planície do Guaporé (Comodoro e Vila Bela da Santíssima Trindade), Bacia do Alto Paraguai (Diamantino, Nortelândia, Denise e Barra do Bugres, entre outros), Chapada dos Guimarães e a Planície do Araguaia (Barra do Garças, Água Boa, Canarana e São Félix do Araguaia).
LATOSSOLO VERMELHO AMARELO PODZÓLICO
Surgem em um percentual de 0,60% do estado. São diferentes dos Latossolos Vermelho Amarelos apenas pela ocorrência de um gradiente textural excepcionalmente elevado para a classe dos Latossolos. São solos de textura média e possuem apenas limitações de ordem química para o uso agrícola. São necessárias a adubação e a calagem, para sua colocação no processo produtivo, destacando que uma visão agroecológica destes processos são essenciais. São dados como dominantes na porção Sudoeste do Estado, abrangendo terras do Município de Cáceres.
TERRA ROXA ESTRUTURADA
No estado, ocorrem em 0,03% das terras. Caracterizam-se como solos minerais, não hidromórficos, com horizonte B textural, argila de atividade baixa, cerosidade moderada a forte, estrutura moderada a fortemente desenvolvida em blocos e/ou prismas, cor vermelho escura com tonalidades arroxeadas e teores de Fe²O³ relativamente elevados (> 15%). Sua fertilidade natural é de média a alta, com textura argilosa ou muito argilosa, o gradiente textural é baixo e a profundidade é mediana. Possuem boas condições físicas e apresentam como principais limitações ao uso agrícola sua ocorrência em relevo ondulado e forte ondulado, elevada susceptibilidade à erosão e a presença de pedregosidade e rochosidade em algumas unidades. Em áreas de relevo suavemente ondulado podem ser utilizados para a agricultura, tomando-se os devidos cuidados com a erosão com práticas agroecológicas. Em modo de dominância ocupam as regiões Norte e Sudoeste do Estado.
BRUNIZÉM AVERMELHADO
Ocupam 0,07% de Mato Grosso. Solos minerais, não hidromórficos, moderadamente profundos a rasos com distinta diferenciação entre os horizontes, em geral com textura média, nos horizontes superficiais e argilosa, nos sub-superficiais. No aspecto químico, apresentam teores elevados de saturação e soma de bases, enquanto os de saturação com alumínio são baixos ou até praticamente inexistentes. São solos, portanto, com excelentes características químicas para o uso agrícola, com elevado potencial nutricional, refletido em alta saturação de bases e capacidade de troca de cátions, além de praticamente nenhuma acidez. Entretanto, ocorrem em locais onde o relevo é acidentado e associado a solos rasos, prevalecendo, assim, as limitações decorrentes das fortes declividades que lhes conferem alto risco de erosão. Como conseqüência direta desta característica, são mais usados como pastagens, ocupando parte dos municípios de Pontes e Lacerda e Vila Bela da Santíssima Trindade.
PODZÓLICO AMARELO
Têm ocorrência em 0,08% das terras estaduais. São solos minerais, bem drenados, profundos, caracterizados pela ocorrência de um horizonte B textural sob um horizonte A, que na área é do tipo moderado. No aspecto químico são caracterizados como álicos sendo, desta forma, desprovidos de elementos nutrientes para os vegetais. Sua baixa fertilidade natural e a relativa alta erodibilidade são os principais empecilhos destes solos para o seu aproveitamento integral na agricultura. Correções químicas, com fundamentação agroecológica, são determinantes para a sua utilização plena. Ocorrem ligados a sedimentos possivelmente retrabalhados, posicionados na baixa vertente dos principais rios da região Noroeste do Estado e aparecendo como dominantes na região dos municípios de Colniza e Aripuanã.
PODZÓLICO VERMELHO-AMARELO
Solos de grande ocorrência no estado, com 24,1% das terras. São solos minerais, não hidromórficos, com horizontes B textural, de cor vermelho amarelada e distinta diferenciação entre os horizontes no tocante a cor, estrutura e textura, principalmente. São profundos e se apresentam recobertos por vegetação de Floresta e Cerrado onde o principal tipo de uso verificado é a pastagem. De modo geral, pode-se dizer que são solos bastante suscetíveis à erosão, sobretudo quando há maior diferença de textura do A para o B, presença de cascalhos e relevo mais movimentado com fortes declividades. Com estas características não são recomendados para agricultura, prestando-se, entretanto, para pastagem. São uma das classes de solos mais importantes do estado, ocorrendo como dominante em três regiões: uma extensa faixa na porção Norte, sobretudo nos municípios de Juara, Aripuanã; outra grande concentração na porção Sudoeste, nos municípios de Pontes e Lacerda, Porto Esperidião, Jauru, Figueirópolis d’Oeste, São José dos Quatro Marcos e Araputanga e, por fim, na região Sudeste, abrangendo áreas dos municípios de Jaciara, Rondonópolis e Poxoréu.
PODZÓLICO VERMELHO ESCURO
Ocorrem apenas em 0,01% do território de Mato Grosso. São diferentes dos demais Podzólicos principalmente pela coloração mais avermelhada do horizonte B. Ocorrem em relevo desde suave a forte ondulado e sua cobertura vegetal natural é a Floresta. A baixa fertilidade natural, no caso dos solos distróficos, relevo acidentado em algumas unidades de mapeamento e a relativa alta vulnerabilidade à erosão, limitam o uso agrícola destes solos. Associado à baixa fertilidade, a presença do horizonte B textural, condiciona uma maior propensão à erosão. Ocorrem como dominantes em pequenas manchas ao Norte, no Município de Guarantã do Norte e na região Sudoeste do Estado, nos municípios de Mirassol d’Oeste e Salto do Céu.
PLANOSSOLO
Aparecem em 2,04% do estado. Solos minerais hidromórficos, com mudança de textura abrupta entre o A ou o E e o horizonte B textural que tem alta densidade aparente, cores de redução e/ou mosqueados, decorrentes de má drenagem. São rasos ou de profundidade média, com permeabilidade lenta abaixo da superfície, em decorrência da porosidade total muito baixa. Assim, há o favorecimento de encharcamento temporário a que estão sujeitos em conseqüência da situação topográfica baixa que ocupam em áreas receptoras de águas. Contrapondo-se ao período em que permanecem molhados, durante a época seca, estes solos tornam-se de duros a extremamente duros. Suas principais limitações à agricultura se relacionam, sobretudo, às características físicas desses solos, que decorrem da drenagem imperfeita; alta densidade aparente e permeabilidade lenta. Ocorrem como dominantes na região do Pantanal onde são usados como pastagens, ao Sul e Sudoeste do Estado, abrangendo municípios como os de Cáceres, Poconé e Barão de Melgaço.
SOLONETZ SOLODIZADO
Representam 0,02% dos solos estaduais. São minerais, hidromórficos ou não, com alta densidade aparente no horizonte B e com porosidade total extremamente baixa, que indicam más condições físicas para o desenvolvimento vegetal. Quando secos, os horizontes abaixo da superfície ficam extremamente duros e compactos, tornando a permeabilidade muito lenta, o que dificulta a penetração do ar, água e raízes. Seus principais fatores limitantes estão relacionados às más condições físicas, resultantes da alta densidade aparente, baixa porosidade, lenta permeabilidade nos horizontes B e C, teores elevados em sódio trocável, que inibem o desenvolvimento da maioria das plantas cultivadas, e alta susceptibilidade à erosão. Restringe-se a pequenas ocorrências na região do Pantanal, no Município de Poconé.
CAMBISSOLO
No estado, ocupam 4,75% das terras. São solos minerais não hidromórficos, pouco profundos a rasos, com pequena diferenciação de horizontes, ausência de acumulação de argila, textura franco arenosa ou mais fina. Na região de Nova Brasilândia há o predomínio de Cambissolos mais rasos, pedregosos, cascalhentos, ocorrendo em relevo forte ondulado sob vegetação de Floresta. Na Depressão de Paranatinga são pedregosos, poucas vezes são cascalhentos, ocorrem em relevo desde plano a ondulado, nas planícies, e forte ondulado, nas áreas serranas. Algumas de suas unidades podem ser aproveitadas para uso agrícola, embora seu uso mais comum, atualmente, seja a pastagem plantada. Até há pouco tempo, suportaram expressivas lavouras de arroz, principalmente na região de Paranatinga. Contudo, hoje, nesta região, a criação de gado e a produção de sementes de forrageiras são mais comuns.
São, de modo geral, solos bastante suscetíveis à erosão. A maior parte da área destes solos tem relevo ondulado, forte ondulado ou montanhoso, onde as limitações podem ser fortes ou muito fortes. Ocorrem de forma expressiva e em caráter de dominância nos municípios de Nossa Senhora do Livramento, Poconé, Rosário Oeste, Nova Brasilândia, Paranatinga, Campinápolis, Água Boa e Canarana.
PLINTOSSOLO
Ocupam 7,32% das terras estaduais. São solos minerais hidromórficos ou pelo menos com sérias restrições de drenagem, tendo como principal caracteristica a presença de horizonte plíntico dentro de 40 cm da superfície ou a maiores profundidades.
Ocorrem, em geral, em locais planos e baixos, onde há oscilação do lençol freático. São imperfeitamente ou mal drenados, com horizonte plíntico de coloração variegada com cores acinzentadas alternadas com cores avermelhadas e intermediárias entre estas. Este horizonte, ao submeter-se a ciclos de umedecimento e secagem e, após drástico e prolongado rebaixamento do lençol freático, desidrata-se irreversivelmente, tornando-se extremamente duro quando seco.
Apresenta textura extremamente diversificada, tendo sido constatado desde solos arenosos até argilosos, sendo característica a grande diferença de textura do A ou E para o horizonte B, por vezes, com mudança textural abrupta.
Sua principal limitação agrícola está relacionada com a drenagem imperfeita ou má, que limita bastante o uso destes solos durante uma parte do ano, quando ficam saturados com água. Em função de sua diversidade textural e de suas características químicas, são mais usados com pastagens. Na Ilha do Bananal, partes destes solos, os mais argilosos, estão sendo usados com arroz irrigado, apresentando grande produtividade. Na porção Norte do Estado, foram verificados como dominantes em algumas situações elevadas no Município de Aripuanã, mas têm sua grande expressão nas Planícies do Bananal, Guaporé e do Pantanal Matogrossense.
VERTISSOLO
São solos subdominantes, sem expressão territorial, são minerais hidromórficos ou não, argilosos com mais de 30% de argila de alta atividade (expansivas). Estes teores relativamente altos em argila com atividade alta tornam os solos muito plásticos e muito pegajosos quando molhados e de consistência extremamente dura quando secos, além de possuírem permeabilidade lenta.
Apesar de serem solos ricos quimicamente, suas más condições físicas que lhe conferem lenta permeabilidade, aliada à baixa condutividade hidráulica e grande plasticidade e pegajosidade quando molhados, dificultam o manejo e prejudicam o sistema radicular das plantas, não sendo propícios à agricultura. Sua ocorrência está restrita ao Pantanal Matogrossense, onde aparecem, apenas, como subdominantes, associados a Solos Aluviais.
GLEI POUCO HÚMICO
Sua ocorrência é de 1,58% nas terras do Estado. São solos minerais hidromórficos, de mal a muito mal drenados, encharcados, ocorrem em áreas baixas, com textura variável de média a muito argilosa. Suas principais limitações ao uso agrícola decorrem da má drenagem, com presença de lençol freático alto e dos constantes riscos de inundação.
Aparecem em alguns trechos das planícies dos rios Juruena, Arinos, Xingu, Araguaia, Guaporé e ainda trecho da bacia do Rio Piquiri, afluente do Rio Paraguai.
AREIAS QUARTZOSAS
Solos minerais arenosos, que ocupam 12,94% do território estadual. São de muito a fortemente drenados, normalmente profundos ou muito profundos, essencialmente quartzosos, virtualmente destituídos de minerais primários pouco resistentes ao intemperismo. Sua textura se insere nas classes areia e areia franca até pelo menos 2 metros de profundidade e são, normalmente, muito pobres.
Sua ocorrência se dá geralmente em relevo que varia do plano ao ondulado, sob vegetação tanto de Cerrado quanto de Floresta. Sua textura muito arenosa condiciona uma baixa retenção de umidade e de eventuais elementos nutrientes aplicados, caracterizando-se como uma fortíssima limitação ao seu aproveitamento agrícola. Sua presença mais significativa é verificada sobre o Planalto dos Parecis, mais especificamente, em suas porções Sul e Oeste, onde estão sob a vegetação do cerrado. Outra grande concentração é verificada em municípios como Alto Araguaia, Alto Garças, Itiquira, Poxoréu e General Carneiro.
AREIAS QUARTZOSAS HIDROMÓRFICAS
Possuem uma ocorrência de 0,06% em Mato Grosso. São solos minerais, hidromórficos, com textura arenosa ou areia franca até a profundidade de 2 metros pelo menos.
Sua incidência é em ambientes com restrição de drenagem, geralmente com lençol freático elevado. Possuem uma fertilidade natural baixa, o que impõe sempre a necessidade de adubações (preferencialmente orgânicas) para seu aproveitamento. São pouco expressivos em termos de ocorrência. Foram verificados como dominantes apenas em pequenos trechos das planícies do Rio Itiquira, na área do Pantanal Matogrossense e do Rio Corixão do Meio na Planície do Bananal (Rio Araguaia).
SOLOS ALUVIAIS
Têm 0,34% de ocorrência no Estado. São solos minerais não hidromórficos, pouco evoluídos, formados em depósitos aluviais recentes, nas margens de cursos d’água. Em função de sua origem, de fontes as mais diversas, esses solos são muito heterogêneos quanto à textura e demais propriedades físicas e químicas, que podem variar num mesmo perfil entre as diferentes camadas.
Os maiores entraves ao desenvolvimento agrícola nesses solos são decorrentes dos riscos de inundação por cheias periódicas ou por acumulação de água de chuvas na época de intensa pluviosidade. Contudo, os solos aluviais são considerados de grande potencialidade agrícola, por ocorrerem em locais de relevo plano, favorecendo a prática de mecanização agrícola intensiva. Incidem em vários trechos das planícies dos rios Paraguai, Cuiabá e São Lourenço, na região Sul do Estado.
SOLOS LITÓLICOS
Ocupam 2,40% das terras estaduais. São solos minerais não hidromórficos, pouco desenvolvidos, muito rasos ou rasos, com textura variável, frequentemente arenosa ou média, ocorrendo textura argilosa e raramente siltosa. São heterogêneos quanto às propriedades químicas e ocorrem sob vegetação Campestre, de Cerrado e Floresta, em locais com forte declividade, geralmente encostas de morros e bordas de chapadas.
Sua pequena espessura, a frequente ocorrência de cascalhos e fragmentos de rocha no seu perfil, sua grande susceptibilidade à erosão, especialmente nas áreas de relevo acidentado, que são as mais freqüentes onde ocorrem, são as limitações mais comuns para este tipo de solo. Como dominantes, foram mapeados de forma dispersa nas várias regiões do Estado, destacando-se as bordas das Chapadas de Dardanelos e Serra dos Apiacás.
SOLOS CONCRECIONÁRIOS LATOSSÓLICOS
Representam 1,36% dos solos do Estado. São solos minerais, bem drenados, profundos e que ocorrem sob vegetação de cerrado e de floresta, sobretudo em superfícies aplanadas dos planaltos elevados.
Suas limitações ao uso agrícola decorrem da grande quantidade de concreções lateríticas consolidadas na massa do solo (normalmente mais de 50% do seu volume), que dificultam muito o uso de máquinas agrícolas e a penetração de raízes. São ainda pobres, com baixa saturação de bases. Ocorrem mais expressivamente nas Chapadas de Dardanelos, Serras dos Apiacás e Caiabis, ao Norte do Estado; sobre o Planalto dos Parecis, na altura do município de Serra Nova do Norte e Peixoto de Azevedo; na região de Canarana e Água Boa, a Leste do Estado e, por fim, na região da Depressão Cuiabana.
SOLOS CONCRECIONÁRIOS PODZÓLICOS
São solos minerais com 0,22% de ocorrência na área do Estado, bem drenados, profundos, com presença de concreções de ferro ao longo do perfil em quantidade maior que 50% por volume e surgem sob vegetação de Cerrado cujo relevo de ocorrência é suave ondulado.
Assim como no caso dos Solos Concrecionários Latossólicos, são limitados, do ponto de vista agrícola, pela presença excessiva de concreções ferruginosas no perfil e pela baixa fertilidade natural. São dominantes em uma única mancha na Depressão Cuiabana, abrangendo os municípios de Poconé e Nossa Senhora do Livramento.
SOLOS CONCRECIONÁRIOS CÂMBICOS
Com percentual de 0,58% de ocorrência no Estado, são solos minerais, bem drenados, de profundidade mediana, com presença de concreções de ferro ao longo do perfil em quantidade maior que 50% do volume. Estão sob vegetação de Cerrado e o relevo de ocorrência é suave ondulado. Não são utilizados com lavouras, sendo a pastagem de capim braquiária o tipo de utilização mais comum sobre estes solos.
A expressiva presença de concreções e a baixa fertilidade natural associam-se, neste caso, a uma menor profundidade do perfil do solo, para restringir as possibilidades de uso agrícola sobre os mesmos. Sua maior expressividade, em termos de dominância, é verificada na região da Depressão Cuiabana, nos municípios de Cuiabá, Várzea Grande e Rosário Oeste, entre outros.
AFLORAMENTOS DE ROCHA
São unidades subdominantes, onde rochas encontram-se expostas na superfície do terreno, tanto em forma descontínua (matacões e/ou boulders) como em forma contínua (lageado). Nesses locais, os vegetais superiores não encontram meios para se desenvolver.
Não se prestam ao uso agrícola, considerando-se tanto os aspectos físicos, quanto químicos e mineralógicos. Estão distribuídos por praticamente toda a área do Estado, sendo mais comuns em áreas acidentadas. São componentes subdominantes em várias unidades de mapeamento e ocorrem associados a vários solos, principalmente Solos Litólicos.
SOLOS ORGÂNICOS
A categoria de "solos orgânicos", com ocorrência de 0,04% no Estado, foi mapeada pela SEPLAN-MT, embora não tenha sido descrita no Zoneamento Sócio Econômico Ecológico do Estado do Mato Grosso, sua ocorrência principal é apontada nos municípios de Comodoro, Diamantino e Primavera do Leste, com uma área total de 3.221,67km2.

9 de jul. de 2009

COMPOSTAGEM


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Segundo dados da EMBRAPA (CT 76) produz-se, no Brasil, 241.614 toneladas de lixo diariamente, deste total, 76% são dispostos a céu aberto, 13% em aterros controlados, 10% em usinas de reciclagem e 0,1% incinerados. Do lixo urbano total, 60% são resíduos orgânicos que podem ser transformados em adubos. Este processo permitiria não só resolver um grave problema ambiental (onde e como guardar o lixo), mas também poderia fomentar o desenvolvimento da agricultura urbana e periurbana orgânica, favorecendo o abastecimento de alimentos saudáveis e de baixo custo para as cidades.
A compostagem é o processo que se utiliza para a transformação do lixo orgânico em adubo natural, que elimina a dependência de adubação química e melhora efetiva e substancialmente as características físicas, químicas e biológicas do solo. De forma geral, a compostagem é a aceleração do processo natural de humificação (transformação em húmus) da matéria orgânica. Na natureza este processo ocorre de forma indefinida, variando com as condições ambientais locais. Na compostagem são seguidos alguns critérios:
Materiais utilizados: restos de alimentos, cascas de frutas e legumes, estercos, palhadas, aparas de grama, folhagens em geral, mato seco. Neste processo a relação Carbono / Nitrogênio (C/N) é muito importante, devendo ser de 30/1. Materiais de cor escura e acastanhada são ricos em carbono, materiais ricos em nitrogênio são de cor verde, bem como estercos e restos frescos de alimentos. É esta relação que acelera a decomposição do composto através da ação de microorganismos.
Montagem: o composto deve ser montado em camadas de no máximo 20 cm, intercalando-se materiais ricos em carbono com os que possuem nitrogênio. À cada camada deve-se molhar o composto sem encharcar. A pilha do composto deve ser revirada regularmente para não aquecer demais e não gerar odores.
Tempo: em geral de 9 a 16 semanas mas pode haver variações em função do ambiente, temperatura, materiais utilizados e umidade. O composto está pronto quando após o seu revolvimento a temperatura não mais aumentar e seu aspecto estiver homogêneo, com cor marrom escura, conforme a amostra da direita da figura acima.


Solicite mais informações pelo email: sergiosoaresleal@gmail.com


3 de jul. de 2009

ADUBAÇÃO VERDE

Dos materiais disponíveis na propriedade rural, que favorecem ou possibilitam a melhoria da qualidade do solo e sua consequente maior produtividade, destacam-se o de origem orgânica, são os estercos, restos de culturas, composto, folhas secas, entre outros. Estes materiais favorecem os processos biológicos de fertilização do solo.
Pode-se também favorecer estes processos a partir da adubação verde, que consiste na utilização de plantas em consórcio ou rotação com as culturas comerciais. Estas plantas podem ser incorporadas ao solo ou roçadas e deixadas à superfície. Proporcionam melhorias nos aspectos físicos, químicos e biológicos do solo.
As leguminosas herbáceas são algumas das plantas mais utilizadas em adubação verde, devido à sua capacidade de fixação do nitrogênio atmosférico em associação com bactérias do gênero Rhizobium e Bradyrhizobium.
A adubação verde favorece ainda o grande aporte de fitomassa, elevando o teor de matéria orgânica do solo, obtendo-se um aumento da sua capacidade de troca catiônica (CTC), retendo mais nutrientes e evitando perdas por lixiviação. Há também uma diminuição da acidez do solo, porque durante a decomposição dos resíduos vegetais são produzidos ácidos orgânicos capazes de complexar Íons AL+++, presentes na solução do solo, reduzindo desta forma seu alumínio tóxico. Ocorrem também melhorias físicas: estabilidade de agregados, porosidade, coeficiente de infiltração e retenção de umidade. Reduz-se as oscilações térmicas e de umidade do solo, favorecendo o desenvolvimento de microorganismos, consequentemente sua atividade biológica, que atua na reciclagem de nutrientes. A adubação verde é ainda eficiente no controle de nematóides.

SISTEMA DE PASTOREIO RACIONAL VOISIN

André Marcel Voisin, físico e químico francês desenvolveu uma tecnologia capaz de aumentar a produtividade de pastagens e seu valor biológico, com a vantagem acessória de proporcionar maior ganho de peso animal e/ou volume de leite produzido. Os dejetos animais são utilizados para fertilizar o pasto e evita agressões à sua biocenose (conjunto de populações do solo).
Fundamenta-se em quatro leis, duas relativas aos pastos e duas que se referem aos animais:
  1. Primeira lei - para que um pasto cortado pelo dente do animal possa dar sua máxima produtividade, é necessário que entre dois cortes sucessivos haja passado um tempo suficiente que permita ao pasto: armazenar em suas raízes as reservas necessárias para um começo de rebrote vigoroso e realizar sua "labareda de crescimento" ou grande produção diária de massa verde.
  2. Segunda lei - o tempo global de ocupação de um piquete deve ser suficientemente curto, de modo que um pasto cortado no primeiro dia de ocupação não seja cortado novamente antes que os animais deixem a parcela.
  3. Terceira lei - é necessário ajudar os animais que possuam exigências nutricionais mais elevadas para que possam colher a maior quantidade de pasto da melhor qualidade possível.
  4. Quarta lei - para que um bovino possa dar rendimentos regulares, é necessário que não permaneça mais do que três dias em uma mesma parcela. (VOISIN: 1967)
No planejamento deste sistema deve-se considerar inicialmente o tamanho da área, estabelecendo o número de piquetes e sua área. Estes devem ser geometricamente dispostos da forma maisuniforme possível, recomendando-se formas quadradas ou retangulares. Divisões que possuam extremidades afuniladas conduzem a excessivo pisoteio, o que é prejudicial ao sistema. Indica-se também a padronização dos animais em grupos evitando a competição entre os mesmos. Os tempos de repouso devem ser variáveis, especialmente em relação às mudanças de estação, com maiores intervalos na seca. O manejo das pastagens deve ser baseado na observação, uma vez que não há condições iguais de ano para ano, assim como não há homogeneidade entre os piquetes.
A fertilidade do solo depende em grande parte, segundo os estudos de Voisin, da riqueza de elementos minerais assimiláveis, que são disponibilizados pela atividade dos organismos vivos presentes nele. Neste sentido, os excrementos animais modificam a vida da microflora e da microfauna, que por sua vez, atuam na composição da flora. A concentração de animais por lote leva à elevada deposição de dejetos, fornecendo nutrientes importantes para as plantas e para a micro e meso fauna do solo.
Maiores detalhes podem ser solicitados pelo email: sergiosoaresleal@gmail.com

SASP - SISTEMA AGROSILVOPASTORIL

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Um sistema pode ser definido como um conjunto de objetos que relacionam-se entre si e com os meios externos e que produzem determinados recursos. Desta maneira, relacionam-se com outros sistemas, internos ou externos, maiores ou menores. Alguns cientistas consideram que um sistema rural de boa qualidade é um organismo vivo.
Um SASP - Sistema Agrosilvopastoril integra árvores, arbustos, lavoura e pecuária em um conjunto produtivo. Seu correto manejo possibilita concomitantemente a conservação ambiental, o aumento da produtividade agrícola, o conforto e a maior produção animal, além de melhor qualidade de vida, contribuindo para a fixação do homem no campo.
Dentro de um SASP pode haver ao mesmo tempo, integradamente: a produção de grãos, criação de animais (bovinos, equinos, caprinos, aves, peixes), pomares, hortas, flores e instalações industriais para processar a produção. É importante que o SASP desenvolva o máximo possível de autosuficiência. Este modelo de manejo rural é também um importante fornecedor de serviços ambientais, com: a melhor infiltração de água no solo, polinização favorecida, maior controle biológico, contribuição à regulação do ciclo hidrológico, retenção do solo com menor erosão e preservação da biodiversidade.
Neste sistema não há homogeneidade, ao contrário, preconiza-se a diversidade, desta forma aumenta-se a fertilidade do solo e o conforto animal incrementando, por consequência, a produtividade. Assim, pode-se intercalar com a lavoura, com a pastagem ou com os dois, árvores frutíferas, lenhosas ou de madeira nobre, leguminosas arbóreas (ex: Leucena - Leucaena leucocephala) que incorporam nitrogênio no solo e possuem boa associação com gramíneas forrageiras. São diversos os benefícios neste sistema:
  • Com a integração floresta - lavoura - pecuária, aproveita-se o esterco animal e os restos vegetais (folhas) como fertilizante do solo, dispensando os fertilizantes químicos;
  • preserva-se os recursos naturais da propriedade, com aproveitamento total de sua diversidade e biomassa;
  • a produção diversificada diminui os gastos com insumos, ao mesmo tempo em que favorece o fluxo de caixa da propriedade, com safras e mercadorias distintas, não havendo dependência de poucos ou de um único produto sujeito às oscilações do mercado;
  • proteção dos animais e das plantações das correntes de vento;
  • as microbacias e o solo ficam protegidos da erosão;
  • reduz-se custos com a utilização de cercas vivas;
  • aumenta-se a produção de forragem para o gado;
  • disponibilização de nutrientes na superfície do solo, retirados das camadas profundas pelas raízes das árvores;
  • maior produtividade com menos custos, as plantas fixadoras de nutrientes suprem as plantas associadas;
  • importante redução de pragas, com maior controle biológico favorecido pela biodiversidade;
Para maiores informações sobre o SASP, consulte-nos pelo email: sergiosoaresleal@gmail.com

30 de jun. de 2009

INFILTRAÇÃO NO SOLO

O processo pelo qual a água penetra nas camadas superficiais do solo (importante para a agropecuária) denomina-se infiltração. Por este processo, a água percorre um caminho descendente através dos vazios do solo, em função da força da gravidade, até que seja barrada por uma camada impermeável, formando um lençol d'água.
Em geral, a parte superior da Terra é porosa até uma determinada profundidade, que pode ser maior ou menor dependendo do local. estes poros podem estar preenchidos total ou parcialmente com água. A camada onde a água preenche parcialmente os poros é chamada de zona de aeração, a outra camada, onde o preenchimento é total, é denominada de zona de saturação.
A zona de aeração subdivide-se em três faixas, com gradual transição entre elas, abaixo dispostas:
Faixa de água no subsolo - essencial à agricultura, é a que fornece água às plantas. Nesta faixa, a água é mantida pela atração molecular, cuja tendência é reter uma película fina de água sobre a superfície de cada partícula sólida e também pela ação da capilaridade, que age contra a força da gravidade, retendo água nos pequenos intevalos do solo. apenas quando a capacidade de retenção desta faixa está saturada é que a água começa a se deslocar verticalmente para baixo (percolação).
Faixa intermediária - nesta faixa, a água também é retida por atração molecular e capilaridade, porém seu aproveitamento é quase nulo.
Faixa de capilaridade - a água é retida acima da zona de saturação por capilaridade, em oposição à força da gravidade.
A zona de saturação é a única que constitui as águas subterrâneas, tendo também a força da gravidade como reguladora de seus movimentos.