O Censo Agro 2017 demonstra que há maior proteção às nascentes em propriedades rurais no Brasil. O produtor rural brasileiro produz, efetivamente, cada vez mais preservando o meio ambiente. Em 2006, 51,09% dos municípios avaliados possuíam entre 80% e 100% de propriedades rurais com nascentes protegidas em relação ao número total de propriedades com nascentes no município. Em 2017, este percentual avançou para 67,68% dos municípios, uma majoração de 32,47% no período entre Censos; em 2006, 76,73% das nascentes em propriedades rurais eram protegidas por matas, percentual que passou para 85,15% em 2017, aumento de 10,97%, como demonstrado nos mapas abaixo. Fonte dos mapas: IBGE / Caderno Temático Geografias da Agropecuária Brasileira – Uma Visão Territorial dos Resultados Preliminares do Censo Agropecuário 2017, do Atlas Nacional Digital 2018.
AGRONEGÓCIOS & MEIO AMBIENTE - AS GRANDES RIQUEZAS DO ESTADO DE MATO GROSSO
22 de fev. de 2019
PROTEÇÃO DE NASCENTES NAS PROPRIEDADES RURAIS DO BRASIL
6 de jul. de 2018
OS 17 ODS - OBJETIVOS DO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL / AGENDA 2030 DA ONU
Entendendo
que as ações adotadas pelos países em relação à sustentabilidade do planeta
devem ser conectadas e seguir em um caminho único, ou ao menos paralelo, a ONU – Organização das Nações Unidas
estabeleceu em 2015 uma agenda global para direcionar a construção e
implementação de políticas públicas até 2030 que proporcionem o aprimoramento
da qualidade de vida da população.
A
Agenda 2030, como tornou-se conhecida, é constituída por 17 Objetivos do
Desenvolvimento Sustentável (ODS), decompostos em 169 metas. Importa ressaltar
que, quando são estabelecidos objetivos e metas é possível mensurar os
resultados de modo parcial e integral e, de acordo com uma das principais
premissas da Qualidade Total, “o que é medido é gerenciado”. Este objetivos
estão assim divididos:
Nesta
edição serão apresentados os principais dados do ODS 6 – Água Potável e Saneamento,
apresentando os demais em futuras edições.
Uma
das principais necessidades da elaboração da Agenda 2030 foi a previsão da ONU
de que, neste ano, deva haver uma demanda aproximadamente 50% superior ao nível
atual do consumo mundial de água. Isto em um mundo onde, atualmente, 500
milhões de pessoas, cerca de 6,57% da população mundial atual, estimada pela
ONU em 7,6 bilhões de pessoas, estão
estabelecidas em regiões onde a capacidade de abastecimento dos recursos
hídricos é menor que o consumo de água e dois terços da população mundial,
aproximadamente 5,06 bilhões de pessoas, reside em áreas onde, ao menos durante
um mês por ano, há restrições no abastecimento de água.
De
acordo com a OMS – Organização Mundial de Saúde / UNICEF – Fundo das Nações
Unidas para a Infância (2017), cerca de 2,1 bilhões de pessoas não possuem
acesso à água potável em suas residências. Aproximadamente 4,5 bilhões de
pessoas (59,21% da
população) não
possui acesso a saneamento básico adequadamente seguro e ainda, 892 milhões de
habitantes defecam a céu aberto. Neste sentido, observa-se que 88% das mortes
por doenças diarreicas agudas ocorrem por falta de condições de higiene,
saneamento adequado e abastecimento de água potável. Essas condições são mais
acentuadas na região da África Subsaariana e em partes do Sudeste Asiático.
Segundo
a EMBRAPA (2016), a América Latina é a região do mundo com maior
disponibilidade de água potável em seus territórios, contudo, ainda assim, 34
milhões de habitantes desta região (5,34% da população da região) não
possui acesso permanente à água potável. Isto ocorre, principalmente, porque as
maiores concentrações de água potável estão localizadas em regiões com pouca
densidade populacional.
Observa-se
ainda que existem regiões áridas e semiáridas, especialmente no Nordeste
brasileiro, onde há escassez de recursos hídricos, quadro agravado pelas
condições econômicas e sociais locais.
Atualmente,
segundo dados do Ministério das Cidades, através de seu Snis-
Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento, a água potável está acessível
à cerca de 83,3%
da população brasileira. Ressalta-se entretanto, que o percentual restante,
aproximadamente 16,7%
,
representa um universo de aproximadamente 35 milhões de pessoas sem acesso à
água tratada para o consumo.
O
Brasil possui recursos hídricos em grande quantidade em seu território. De
acordo com a ANA – Agência Nacional de Águas, em seu relatório Conjuntura dos
Recursos Hídricos 2017, o escoamento superficial no Brasil é de cerca de
260.000 m³/s (vazão média), concentrando-se, entretanto, em aproximadamente 80%
na Região da Amazônia Legal. Desta vazão total, todavia, apenas cerca de
30,23%, aproximadamente 78.600 m³/s correspondem à disponibilidade hídrica superficial (estimativa
de quantidade de água ofertável
para os diversos usos, que, para os objetivos de seu gerenciamento, considera
um nível determinado como garantia [ANA – Agência Nacional de Águas, 2017]).
Mais uma vez, entretanto, há o predomínio da Região Amazônica, cuja bacia detém
cerca de 83,48% do total da
disponibilidade hídrica brasileira, o que representa aproximadamente
65.617 m³/s.
Disponibilidade
hídrica por bacia hidrográfica. Fonte: ANA – Agência Nacional de Águas (2017).
Uma
importante observação que se faz é em relação aos reservatórios artificiais,
que potencializam sobremaneira a disponibilidade hídrica superficial. Uma de
suas importantes funções é a regularização do fluxo hídrico, diminuindo as
oscilações sazonais das vazões. Deste modo, armazena água nos períodos
chuvosos, evitando sua vazão desordenada, liberando-a, gradativamente, nos
períodos de estiagens, onde haveria menor fluxo hídrico.
Em 2016, eram 19.361 reservatórios mapeados pela ANA, com grande relevância
para o país.
Por
ser um país de dimensões continentais, o Brasil possui uma grande variação em
sua pluviometria, na região semiárida do Nordeste o total anual é de
aproximadamente 500 mm, enquanto na região Amazônica este total é de mais de
3.000 mm anuais. Na média, o Brasil tem uma precipitação de 1.760 mm. (1 mm de
chuva é o equivalente à altura [nível da água] de 1 litro de água distribuído
em 1 m²).
Ciclo hidrológico brasileiro – De
acordo com dados do
SNIRH
– Sistema Nacional de Informações de Recursos Hídricos, da ANA – Agência
Nacional de Águas, a chuva é a principal fonte da entrada de água no ciclo
hidrológico brasileiro, são cerca de 13,4 trilhões de m³/ano. Outros países,
especialmente da Cordilheira Andina, acrescentam ao Brasil aproximadamente 3,1
trilhões de m³/ano. Entretanto, há também um volume aproximado de 900 bilhões
de m³/ano de saída de água para outros países, assim como 10,2 trilhões de
m³/ano relacionados à evapotranspiração. Estes valores resultam em uma vazão
gerada aproximada de 6,2 trilhões de m³/ano no Brasil e em um deságue oceânico
de cerca de 8,4 trilhões de m³/ano. Existe ainda, no país, uma estimativa de
que as águas subterrâneas contenham 1,1 trilhão de m³/ano em armazenamento.
2 de abr. de 2018
HORTA E JARDIM: COMO PRODUZIR SOLO DE QUALIDADE / COMPOSTAGEM
A
essência de um jardim ou de uma horta é a qualidade de seu solo. Não importa
seu tamanho, local de implantação ou finalidade, tanto faz que seja um pequeno
vaso com um tempero plantado em um apartamento ou em uma grande plantação
comercial. O que vai fazer a diferença é a qualidade de seu solo. E este é um
dos grandes prazeres da jardinagem/horticultura: preparar o solo. Gosto muito
do prazer de pegar um solo estéril, sem vida, e transformá-lo em solo fértil,
rico em vida, através da incorporação de matéria orgânica de origem vegetal
somente, especialmente a serapilheira (camada superficial de solo de florestas
e bosques), nela estão contidos diversos macro e microrganismos que favorecem a
decomposição da matéria orgânica, fazendo com que esta se transforme em
minerais, absorvidos pelas plantas como seus nutrientes.
Acredito
que um dos fatores mais importantes, especialmente para plantios domésticos
(ervas, verduras, temperos), é a pureza do solo. Mesmo em escala comercial, sua
pureza é essencial para a qualidade do alimento que consumimos. Ele deve estar
livre de patogênicos e para isso é inadequado o uso de estercos de qualquer
natureza. Um solo de excelente qualidade pode ser produzido apenas com restos
vegetais, de diferentes modos e em diversas escalas, tanto em um pequeno
apartamento quanto em uma casa, sítio ou fazenda.
Para
se ter um solo de qualidade, com riqueza de nutrientes é necessário realizar um
processo denominado compostagem, este processo é muito simples, na verdade é a
reprodução do processo natural de decomposição de restos vegetais. Pense
naquela folha caindo de uma árvore e pousando ao solo, com a ação do tempo, do
ar, da chuva e dos macro e microrganismos ela irá se decompor, transformando-se
em nutrientes para as plantas, possivelmente até para a própria planta ou
árvore de onde ela saiu. Assim é a compostagem.
O processo
de compostagem será sempre o mesmo, não importa a escala, apenas você terá mais
ou menos composto pronto em função de seu espaço disponível. O processo é bem
simples e vou dividi-lo em duas formas possíveis, em recipientes ou em área
aberta:
Compostagem em recipientes de qualquer tamanho:
> Separe
um recipiente, que pode ser desde uma garrafa PET a até um tambor grande, caixa
d’água usada, baldes, etc... depende do material que houver disponível.
> Faça
um furo pequeno para o escorrimento do chorume na parte inferior do recipiente
e furos laterais para a aeração do material compostado.
> Coloque
uma camada de terra no recipiente de maneira que o fundo fique totalmente
preenchido com uma camada de aproximadamente três centímetros de terra.
> Junte
restos vegetais e de alimentos que não contenham sal (não servem os restos dos
pratos após as refeições e nem carnes de nenhuma espécie), podem ser utilizadas
(cascas de frutas, borra de café, restos de verduras, folhas de árvores e
plantas). Este material deve ser picado ou triturado, quanto menor for o seu
tamanho mais rápido e melhor será o processo de compostagem.
O
material, após compostado,
deverá ficar com a aparência da terra da imagem acima, Na imagem ao lado
demonstro como é possível se fazer compostagem até mesmo em garrafas PET, com a
coleta do chorume. Importante ressaltar que este chorume pode e dever ser
aproveitado para fertilização do solo, entretanto, aconselho diluir este
líquido em uma proporção de 1 para 10 em água. Enfatizo que é extremamente
importante que os resíduos utilizados na compostagem em recipientes sejam
cortados ou triturados no menor tamanho possível, garantindo a rapidez do
processo e a qualidade do composto.
Após
estar pronto, este composto (com terra já incorporada) pode ser utilizado para
plantar diretamente nele, ou para ser misturado com outras terras, aumentando
seu volume, ou ainda ser incorporado em terras já utilizadas, melhorando sua
fertilidade e condições físicas e biológicas.
Compostagem em áreas abertas:
> O
processo é bastante semelhante ao anterior. Junte restos vegetais e de
alimentos que não contenham sal (não servem os restos dos pratos após as
refeições e nem carnes de nenhuma espécie), podem ser utilizadas (cascas de
frutas, borra de café, restos de verduras, folhas de árvores e plantas). Em
casas, sítios e fazendas o volume é maior, especialmente restos de capina e
folhas de árvores. Este material deve ser picado ou triturado, quanto menor for
o seu tamanho mais rápido e melhor será o processo de compostagem.
> Quando
há espaço, são diversas as possibilidades de se processar a compostagem
(grandes cercados de madeira ou tela fina, box de alvenaria, sem contenção
lateral, em buracos, etc...), o importante é que o processo deve ser o mesmo,
alternando-se camadas de terra, com restos vegetais; em áreas abertas, com
grande disponibilidade de folhas secas, capim seco e todo resto vegetal
castanho (rico em carbono), pode-se proceder à compostagem sem terra nas
camadas, utilizando-se as folhas secas no lugar da camada de terra, só que em
maiores proporções.
> Coloque
uma camada de folhas secas de aproximadamente 0,4 metro e por cima uma camada
de aproximadamente 15 cm de folhas verdes e restos frescos de vegetais. Podem
ser sobrepostas apenas três camadas completas (material seco + material fresco)
de maneira que a pilha fique com no máximo aproximadamente 1,65 metro de altura
x 1,5 metro de largura x 10 metros de comprimento. Observa-se que estas são as
dimensões máximas para cada pilha de compostagem, podendo ser menores em função
da disponibilidade dos materiais ou ser mais de uma pilha quando houver
material em abundância.
> Umedeça
levemente cada camada e após a montagem total das camadas umedeça levemente o
material a cada semana no primeiro mês e a cada quinze dias nos dois meses
seguintes, quando deverá estar pronto o composto.
> O
ideal é que o material seja revirado ou remexido a cada quinze dias para a
aeração do composto.
> É
importante que o local seja sombreado e livre da chuva.
5 de fev. de 2018
RESÍDUOS SÓLIDOS – LUCRATIVIDADE PARA SOLUÇÕES AMBIENTAIS E ENERGÉTICAS.
O
Gerenciamento Sustentável dos Resíduos Sólidos
demanda, efetivamente, sua sustentabilidade econômica; mais que isso, deve ser
lucrativo o suficiente para ser atrativo do ponto de vista empresarial. Em meu
entendimento, para que uma atividade seja sustentável ela tem que,
obrigatoriamente, ser rentável, atraindo o empreendimento privado e deixando
cada vez mais a dependência do poder público. É interessante observar, neste
sentido, como a possibilidade de se auferir lucro fez com que fossem reciclados
diversos resíduos, anteriormente destinados
a lixões ou mesmo à sua deposição no meio ambiente. O lucro da
reciclagem foi essencial neste processo, criando empresas, empregos e renda no
segmento. Entretanto, ressalta-se que outras possibilidades de aproveitamento
dos RSU’s
– Resíduos Sólidos Urbanos são possíveis, gerando lucro, emprego e
sustentabilidade.
De
acordo com dados do PNUMA – Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, a
produção mundial de lixo deve se aproximar de 2,2 bilhões de toneladas em 2025,
um aumento de 69,23% em relação ao 1,3 bilhão de toneladas atual. Esta
majoração será decorrente, de acordo com os dados da ONU – Organização das
Nações Unidas, do maior número de pessoas inseridas na classe média no mundo,
que se aproximará dos 5 bilhões, ampliando os padrões atuais de consumo e
geração de resíduos.
No
Brasil, segundo dados do Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil, elaborado
pela ABRELPE – Associação
Brasileira das Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais
os RSU’s
–
Resíduos Sólidos Urbanos gerados em 2016 foram da ordem de 78,3 milhões de
toneladas, um decréscimo de 2% em relação ao ano anterior, fruto do próprio
encolhimento da economia nacional. Neste mesmo ano foram coletados cerca de
71,3 bilhões de toneladas, representando 91,03% de resíduos gerados no país.
Dados
elaborados pelo IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e pela
ABRELPE indicam que somente 58,4% destes resíduos foram enviados para aterros
sanitários. Dos 5.570 municípios brasileiros (IBGE, 2016), 3.331 (59,80%) não
dispuseram adequadamente seus resíduos sólidos, enviando cerca de 29,7 milhões
de toneladas de resíduos para lixões, o que representa 41,65% de todo o lixo
coletado em 2016.
O
ano de 2016 apresentou uma queda de 2% na geração de RSU’s
em relação ao ano anterior, caindo de
uma média de 218.874 toneladas/dia para 214.405 toneladas/dia. Segundo dados do
IBGE, estes valores representavam, respectivamente, 1,071 Kg por habitante/dia
em 2015 e 1,040 Kg por habitante/dia em 2016. A coleta seletiva de lixo é feita
por 87,2% dos municípios da Região Sudeste; a Região Centro Oeste, entretanto,
possui apenas 43,3% de seus municípios com coleta seletiva de lixo.
No
Brasil, em 2015, haviam 353.426 pessoas empregadas nas atividades de limpeza
urbana, sendo 57,56% na iniciativa privada e 42,43% pertencentes ao setor
público. Este número total caiu em 2016 para 335.669 pessoas
empregadas nas atividades de limpeza urbana
no país, uma queda de 5,02%. A Região Sudeste ocupou a maior parte destes
postos de trabalho, cerca de 43,60%.
No
total, o mercado de limpeza urbana no Brasil alcançou R$ 27,347 bilhões em
2016, sendo 54,51% referentes à Região Sudeste. Estes valores são computados
como custos para as administrações públicas, especialmente
as municipais, que são diretamente responsáveis pela limpeza urbana.
Entretanto, há outras formas de se solucionar a disposição dos RSU’s
e ainda gerar empregos, renda e energia.
As
usinas de geração de energia a partir de RSU’s
são uma solução neste sentido. Em função de seu alto custo de processamento
foram implantadas inicialmente em países desenvolvidos, o que ocorre também em
função da característica do RSU destes países. De acordo com a EPE – Empresa de
Pesquisa em Energia, vinculada ao Ministério de Minas e Energia, a baixa
porcentagem de matéria orgânica no RSU é favorável à sua transformação em
energia em função do baixo Poder Calorífico (PC) deste tipo de resíduo.
O
PC – Poder Calorífico de um material é a energia liberada por sua combustão,
variando em função de sua umidade. É dividido em PCS – Poder Calorífico
Superior e PCI - Poder Calorífico
Inferior. O PCS considera que a água contida no material a ser queimado não
evapora no seu processo de combustão, o PCI, ao contrário, considera sua
evaporação. Para que a água evapore é necessária energia, o que justifica o
valos do PCS sempre ser maior que o PCI. A borracha, por exemplo, de acordo com
a EPE, possui um PCI de 6.780 Kcal / Kg, superior aos alimentos (matéria
orgânica), cujo PCI é de 1.310 Kcal / Kg.
Como
no Brasil a porcentagem média de matéria orgânica nos RSU’s
é de aproximadamente 50%, segundo dados da CEMPRE, seu PCI é pequeno. Em países
desenvolvidos este percentual de matéria orgânica no RSU é muito mais baixo,
nos Estados Unidos é de 12% e na França 23%, aumentando o PCI de seus resíduos.
No
Japão e na Europa são pagos,
como TDF- Taxa de Destinação Final, o
equivalente à R$
250,00 por tonelada de RSU para as empresas que lhes dão adequado destino; no
Brasil este valor é de aproximadamente R$ 6,00 por tonelada de RSU. Este valor
da TDF viabiliza o processo de combustão e filtragem de gases, que são
extremamente complexos.
Para
minimizar estes custos criou-se o CCO – Ciclo Combinado Otimizado, onde
associa-se a queima do RSU à utilização de gases emanados dos aterros
sanitários ou mesmo gás natural.
Já
instaladas no Brasil, estas usinas podem obter renda a partir da coleta do RSU,
da venda do crédito de carbono e da venda da energia elétrica gerada em suas
dependências a partir da utilização do gás metano, oriundo da decomposição do
lixo. Em São Paulo, por exemplo, funciona uma usina que produz, por este
processo, energia suficiente para suprir a necessidade de uma cidade de 400.000
habitantes.
10 de out. de 2017
MAPA DE CIRCULAÇÃO DOS VENTOS (GLOBAL E LOCAL)
O
site https://earth.nullschool.net/
apresenta uma ferramenta interessante para o monitoramento dos ventos em tempo
real, em nível global e local. Sua visualização é semelhante à do Google Earth
e seu uso é bastante simples.
Ao
entrar no site o usuário já terá uma visão global em tempo real. Com o botão
esquerdo do mouse pode-se girar o Globo e o botão de rolagem do mouse serve
para ampliar a imagem. Com estes recursos é possível situar no mapa a
localidade desejada, com um clique no ponto encontrado surge uma legenda onde
estão disponíveis suas coordenadas geográficas, sua temperatura em graus
Fahrenheit e a velocidade do vento. A direção é possível ver no próprio mapa.
No site abaixo há uma tabela contendo os valores convertidos: http://www.pucsp.br/~jarakaki/ProgWeb/ex_tabelaCF.php
, contudo, o cálculo para a conversão é:
Fahrenheit Celsius = (ºF-32) / 1,8 == (68º
F-32)/1,8 = 20º C
Celsius Fahrenheit = (ºC*1,8) + 32 == (20ºC*1,8) + 32 = 68º F
9 de out. de 2017
AGRONEGÓCIO GARANTE A PRESERVAÇÃO FLORESTAL NO BRASIL E TAMBÉM NO ESTADO DE MATO GROSSO.
O
Brasil é reconhecido globalmente como um dos principais produtores de
alimentos, fibras e agroenergia do mundo. Entretanto, também é caracterizado
como um país com altos índices de desmatamento. Entretanto, pesquisa da
Embrapa, que compilou dados do CAR – Cadastro Ambiental Rural levantados em
mais de 410 milhões de hectares, aponta que a agricultura brasileira contribui
efetivamente para a preservação das florestas no país. (https://www.cnpm.embrapa.br/projetos/car/)
Segundo
os dados da pesquisa, o Brasil é também um dos mais efetivos na preservação
ambiental. De acordo com o GITE – Grupo de Inteligência Territorial Estratégica
da Embrapa, 66% do território nacional ainda estão ocupados com vegetação
nativa, sendo que a maior contribuição para a manutenção desta área preservada
é dos produtores rurais, que mantém cerca de 176.806.937 hectares preservado
dentro de suas propriedades, equivalente a 20,5% do território nacional.
Ressalta-se que este percentual tende a aumentar, pois a pesquisa ainda não
recebeu os dados territoriais do Espírito Santo e de Mato Grosso do Sul.
Como
parâmetro
comparativo, a soma de todas as unidades de conservação cadastradas no CNUC –
Cadastro Nacional de Unidades de Conservação do MMA – Ministério do Meio
Ambiente resulta em 1.585.778 Km² divididos em: 546.292 Km² = Áreas de Proteção
Integral e 1.039.486 Km² = Áreas de Uso Sustentável, esta área significa 18,62%
do território nacional, ou seja, inferior à área preservada dentro das
propriedades rurais.
Neste
contexto, de acordo com a pesquisa da Embrapa, também apresenta mais áreas
protegidas dentro das propriedades rurais do que em Unidades de Conservação
(UC) e Terras Indígenas (TI) somadas. Os dados apresentados pela Embrapa
apontam que 19% do território de Mato Grosso, são preservados em áreas
protegidas como as UC’s e as TI’s, deste modo, dos 90.319.809,1 hectares do
estado, cerca de 17.160.763,73 hectares estão preservados nestas áreas.
Entretanto,
segundo aponta a Embrapa, 29,4% da área estadual se mantém preservada no
interior das propriedades rurais em função de reservas legais e APP’s, o que é
equivalente a 26.554.023,9 hectares, aproximadamente 54,73% superior às áreas
protegidas. Se forem computadas, ainda dentro das propriedades rurais, as áreas
de vegetação excedente e adjacentes
a
corpos hídricos, este percentual de áreas preservadas dentro de propriedades
rurais pode atingir aproximadamente 36%, ou 32.515.131,3 hectares, podendo
representar então cerca de 89,47% a mais que as áreas protegidas em UC’s e TI’s
no estado.
HORTA & JARDIM
Iniciando
uma nova coluna mensal, apresentaremos em cada edição diversos temas relativos
à horticultura e jardinagem. O espaço é dedicado não só à horticultura
comercial, mas principalmente à hortas urbanas e domésticas, tendência que, já
ocorrendo em pequenos centros urbanos, cresce exponencialmente nos médios e
grandes centros.
Considero
dois pontos relevantes neste início: o primeiro, é que a diversidade é
fundamental para o sucesso de uma horta ou jardim, quer seja pela oferta de
alimentos diversificados, pela beleza de espécies e cores diferentes ou mesmo
para o controle de pragas.
O
segundo ponto, extremamente importante, é que toda horta ou jardim, para ter
qualidade, deve começar por um bom preparo de solo, considerando que cada
espécie necessita de uma característica de solo diferente.
É
também essencial que sejam consideradas as características locais,
principalmente as relacionadas às condições climáticas: ventilação, luz solar,
albedo (calor emanado do solo {e paredes}). Em hortas comerciais é essencial o
uso de quebra ventos e pode haver também a proteção de estufas, que entretanto
tornam seu custo mais alto. Hortas e jardins urbanos e domésticos podem
utilizar diretamente o solo ou ser plantados em vasos, latas, tambores, caixas
de madeira, materiais de aproveitamentos diversos, etc. Abaixo serão dados
exemplos destas possibilidades e no próximo mês será iniciado o trabalho pela
formação do solo adequado e compostagem.
24 de ago. de 2017
AVANÇOS CIENTÍFICOS E TECNOLÓGICOS EVITAM O DESMATAMENTO E GARANTEM A SEGURANÇA ALIMENTAR.
Até
a década de 1970, o aumento da produção agrícola brasileira ocorria
exclusivamente em função do aumento de área cultivada, sendo limitada por sua
baixa produtividade. A partir de meados da década de 1970 a agricultura
brasileira iniciou sua trajetória ascendente, especialmente fundamentada em
investimentos em ciência e tecnologia, amplamente incorporadas à produção.
Houve
sim expansão de áreas agrícolas, principalmente no Cerrado brasileiro,
a partir do fim da década de 1970 e, atualmente, na região do MATOPIBA;
entretanto,
esta expansão
foi precedida
do desenvolvimento de tecnologias que permitiram o plantio em seu solo,
especialmente a correção de acidez e o uso de sementes cientificamente
elaboradas para a região.
Há
um crescente desafio para a produção agropecuária, que é atender a crescente
demanda por fibras, energia, alimentos e demais matérias primas, para uma
população que se projeta em cerca de 9,7 bilhões em 2050 e ainda, com
equilíbrio e sustentabilidade ambiental.
O
enfrentamento deste desafio só é possível a partir de maciços investimentos em
pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias; necessário, ainda, que este
conhecimento chegue ao produtor, de todos os portes. O produtor e os demais
elos da cadeia do Agronegócio, devem estar aptos a se manter em um mercado cada
vez mais complexo e com demandas mas intensas qualitativa e quantitativamente.
De
acordo com o documento Visão 2014 – 2034 O Futuro do Desenvolvimento
Tecnológico da Agricultura Brasileira, elaborado pela EMBRAPA (AGROPENSA,
2013), existem determinados eixos temáticos sobre os quais a pesquisa e o
desenvolvimento tecnológico devem se fundamentar: novas ciências (biotecnologia,
geotecnologia e nanotecnologia); agricultura de precisão, tecnologia da
informação (big data) e automação; recursos naturais, mudanças climáticas e
agrometeorologia; segurança zoofitossanitária das cadeias produtivas; segurança
dos alimentos, da nutrição e da saúde;
tecnologia agroindustrial, da química verde e da biomassa; sistemas de
produção, mercados, políticas e desenvolvimento rural. Essência
da economia nacional, estas são as bases da sustentabilidade do Agronegócio
brasileiro.
Efetivamente,
os avanços tecnológicos e científicos se contrapuseram à tese Malthusiana de
que a produção mundial de alimentos crescia em Progressão Aritmética enquanto a
população aumentava em Progressão Geométrica e que, em função desta
discrepância, haveria escassez de alimentos. Também contrapôs as teses
ambientalistas de que, para que houvesse aumento substancial de produção mais
áreas deveriam ser desmatadas.
Definitivamente,
entendam, esta não é uma tese da “bancada ruralista”, considerando-me
um “ambientalista produtivo” acredito fundamentalmente na produção
e nos benefícios que ela traz à sociedade (alimentos; empregos; infraestrutura;
desenvolvimento econômico, social, tecnológico, científico e cultural; divisas
com exportação).
Entretanto,
tenho também a crença essencial de que o alicerce da vida na Terra é o meio
ambiente e que suas alterações e desequilíbrio colocam em xeque não só a
produção agropecuária e industrial, por serem intrinsecamente dependentes dos
recursos naturais, mas a própria vida humana, como a conhecemos. Sou veemente
defensor da interdependência
meio ambiente / agropecuária,
não se produz na agropecuária sem o uso dos recursos naturais, em maior ou
menor intensidade, não se mantém esta produção sem a sustentabilidade
ambiental.
É
nesse caminho que segue a moderna agropecuária brasileira, sistemas de produção
integrados, sustentabilidade, redução de emissões, sistemas de qualidade e
gestão ambiental, entre diversas outras iniciativas que demonstram o cada vez
mais consolidado respeito ao meio ambiente. É importante observar os dados
estatísticos disponíveis, que demonstram efetiva e claramente que o aumento da
produtividade foi o maior responsável pelo incremento na produção e esta
produtividade está diretamente relacionada aos avanços científicos e
tecnológicos envolvendo: novos maquinários mais potentes; agrotóxicos mais
eficientes; fertilizantes mais eficazes; sistemas de produção, armazenamento e
comercialização melhores administrados; bancos de dados gerando informações precisas
fundamentando todo o processo produtivo; melhoramentos genéticos.
Esta
tese é compartilhada também por Nicholas Vidal, em seu livro “Agradeça aos Agrotóxicos por Estar Vivo”
este livro, na verdade é um destruidor de mitos, especialmente os alarmistas,
com sólidos fundamentos em estatísticas oficiais e já exaustivamente debatidas
e aceitas como verdadeiras. Sua teoria central, também a minha, é que o aumento
da produtividade evitou não só a fome, contrariando as teorias de Malthus, mas
também a derrubada de muitas florestas. E esta produtividade só foi alcançada a
partir de uma intensa incorporação de tecnologia ao campo, resultante de um
ambiente de excelência na ciência, como o é, quando se trata do segmento do
Agronegócio, um dos mais dinâmicos do mundo, em função de contínuos
investimentos públicos e privados no setor e de sua necessiade estratégica para
a humanidade.
Vejamos os números:
de acordo com os dados do IBGE,
a área colhida de grãos no Brasil em 1975 era de 32.878.017 hectares,
representando 3,86% do território nacional (considerando a área atual); em
2017, esta área passou a ocupar 61.122.704 hectares, ou 7,18%
da
superfície brasileira. Um incremento de 85,68% na área colhida de grãos no
país. No mesmo período, a produção passou de 39.442.067 toneladas para
242.082.569 toneladas, uma majoração de 513,77%. Deste
modo:
em 1975, a produtividade média da
produção de grãos era de 1.200 toneladas por hectare; em 2017, esta
produtividade alcançou 3.961 toneladas por hectare,
um aumento
de 230,15%.
5 de jul. de 2017
AGRONEGÓCIO GARANTE A PRESERVAÇÃO FLORESTAL NO BRASIL E TAMBÉM NO ESTADO DE MATO GROSSO.
O
Brasil é reconhecido globalmente como um dos principais produtores de
alimentos, fibras e agroenergia do mundo. Entretanto, também é caracterizado
como um país com altos índices de desmatamento. Entretanto, pesquisa da
Embrapa, que compilou dados do CAR – Cadastro Ambiental Rural levantados em
mais de 410 milhões de hectares, aponta que a agricultura brasileira contribui
efetivamente para a preservação das florestas no país. (https://www.cnpm.embrapa.br/projetos/car/)
Segundo
os dados da pesquisa, o Brasil é também um dos mais efetivos na preservação
ambiental. De acordo com o GITE – Grupo de Inteligência Territorial Estratégica
da Embrapa, 66% do território nacional ainda estão ocupados com vegetação
nativa, sendo que a maior contribuição para a manutenção desta área preservada
é dos produtores rurais, que mantém cerca de 176.806.937 hectares preservado
dentro de suas propriedades, equivalente a 20,5% do território nacional.
Ressalta-se que este percentual tende a aumentar, pois a pesquisa ainda não
recebeu os dados territoriais do Espírito Santo e de Mato Grosso do Sul.
Como parâmetro comparativo, a soma de todas as
unidades de conservação cadastradas no CNUC – Cadastro Nacional de Unidades de
Conservação do MMA – Ministério do Meio Ambiente resulta em 1.585.778 Km²
divididos em: 546.292 Km² = Áreas de Proteção Integral e 1.039.486 Km² = Áreas
de Uso Sustentável, esta área significa 18,62% do território nacional, ou seja,
inferior à área preservada dentro das propriedades rurais.
Neste
contexto, de acordo com a pesquisa da Embrapa, também apresenta mais áreas
protegidas dentro das propriedades rurais do que em Unidades de Conservação
(UC) e Terras Indígenas (TI) somadas. Os dados apresentados pela Embrapa
apontam que 19% do território de Mato Grosso, são preservados em áreas
protegidas como as UC’s e as TI’s, deste modo, dos 90.319.809,1 hectares do
estado, cerca de 17.160.763,73 hectares estão preservados nestas áreas.
Entretanto,
segundo aponta a Embrapa, 29,4% da área estadual se mantém preservada no
interior das propriedades rurais em função de reservas legais e APP’s, o que é
equivalente a 26.554.023,9 hectares, aproximadamente 54,73% superior às áreas
protegidas. Se forem computadas, ainda dentro das propriedades rurais, as áreas
de vegetação excedente e adjacentes
a
corpos hídricos, este percentual de áreas preservadas dentro de propriedades
rurais pode atingir aproximadamente 36%, ou 32.515.131,3 hectares, podendo
representar então cerca de 89,47% a mais que as áreas protegidas em UC’s e TI’s
no estado.
23 de mai. de 2017
AGRICULTURA EMPRESARIAL / AGRICULTURA FAMILIAR – O AGRO DEVE SER UM SÓ.
Não
vejo o Agronegócio segregado entre grandes e pequenos produtores, não entendo
esta rivalidade do NÓS e ELES, agricultores familiares e grandes empresários
rurais, assentamentos e agroindústria. O Agronegócio é um só, variando em
escala, intensidade, modos de gestão e produção, volume do investimento,
educação e qualificação de seus empregados e empregadores, destinação de
produtos e necessidade de insumos. Não consigo entender que haja “duas
agriculturas”, a “do bem e a do mal”. Entendo
sim, o AGRO brasileiro, como o conjunto de todas estas atividades,
de cunho familiar ou empresarial, latifúndio ou minifúndio, produzindo
commodities ou hortaliças, empresa familiar, assentamento regularizado ou
grande conglomerado agropecuário ou agroindustrial; tudo é AGRO..., este
segmento, onde pluralidade é a justificativa para
injustificados antagonismos, em
conjunto, é responsável por um crescimento
de 4,48%, entre janeiro
e
dezembro de 2016,
segundo o
CEPEA – Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da Esalq/USP. Este
resultado foi obtido pelo conjunto das atividades do AGRO brasileiro, pequenas
propriedades familiares, lotes de assentamentos, agroindústrias, grandes
propriedades monocultoras.
A
agricultura empresarial é responsável pelo maior superávit na balança comercial
brasileira (2016); por gerar divisas para o país; por transformar o campo em um
grande parque tecnológico, com inimagináveis avanços científicos; possibilita o
acesso da população às carnes, o que seria inviável financeiramente se não
fossem as rações derivadas de subprodutos da soja, principalmente, e do milho,
produzidos em larga escala, com alto nível de tecnificação; gera energia
sustentável, fibras, alimentos diversos; emprega mão de obra extremamente
qualificada, remunerada acima da média dos grandes centros; fomenta a inovação
tecnológica em diversas áreas do conhecimento, da mecânica à biotecnologia. No
mesmo
lado, mas atuando de outra forma, a agricultura familiar é responsável, segundo
dados do Ministério do Desenvolvimento Agrário (2015),
por
mais de 70% dos alimentos consumidos no Brasil, garantindo a segurança
alimentar da nação;
mantendo famílias no campo e gerando diversos empregos diretos.
Neste
sentido,
segundo a ONU, enfatiza-se
que o Brasil é um país com uma das maiores mobilidades sociais rurais do mundo,
cabendo destacar, principalmente em nome da integração harmoniosa entre a
agricultura empresarial e a familiar, que boa parte daqueles que hoje são
grandes empresarios rurais e agroindustriais foram pequenos agricultores
familiares que migraram do Sul do país na década de 1970, enfrentando
inicialmente dificílimas condições de vida e trabalho no Centro Oeste, abrindo
novas fronteiras agrícolas e ganhando escala de produção. Estes migrantes foram
os responsáveis pela construção de estradas, pontes, armazéns, hospitais e até
cidades. Desenvolveram uma região do país que até então era totalmente
desprovida de infraestrutura e desenvolvimento. Hoje, a Região Centro Oeste
produz aproximadamente 99,08
milhões
de toneladas de grãos (IBGE 2017), representando cerca de 43%
da
safra nacional, abrigando ainda o maior rebanho bovino do país. É uma região onde
se
pratica uma agricultura com alto nível de tecnologia e cada vez mais
sustentabilidade. Assim, não há antagonismo entre os modos de gestão e
produção, há mobilidade, inovação, investimento, educação, qualificação e
aplicação de tecnologia. O que importa não é o tamanho da propriedade, mas sua
gestão.
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