02/08/2011

ZONEAMENTO AGRÍCOLA E CLIMATOLOGIA

Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos – CPTEC, do INPE – Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, referência no tema,  disponibiliza  o Zoneamento Agrícola dos Municípios de Mato Grosso, essencial para um plantio seguro. Neste centro de referência é possível ainda, obter-se os dados climatológicos do Brasil.


CEPTEC


ZONEAMENTO AGRÍCOLA DOS MUNICÍPIOS DE MATO GROSSO


DADOS CLIMÁTICOS DO BRASIL

21/07/2011

AQUECIMENTO GLOBAL E MUDANÇAS CLIMÁTICAS

Abaixo está o link para o site elaborado pela Embrapa, com uma ampla base de informações, documentos e referências sobre esta temática. Excelente material para pesquisadores, professores e estudantes.

http://www.aquecimento.cnpm.embrapa.br/

11/06/2011

MAPAS DOS MUNICÍPIOS DE MT, EM PDF

No link abaixo encontram-se disponíveis os mapas em formato PDF. Entre no link, escolha o município, clique com o botão direito do mouse sobre o link do município desejado e na opção "salvar destino como...".

CANAL DE GEOCIÊNCIAS DO IBGE

Mapas, cartas e malhas digitais diversas, com produtos disponíveis para download, no link:

20/03/2011

QUINTAIS E JARDINS PRODUTIVOS – A EVOLUÇÃO DA JARDINAGEM.

Acompanhando a tendência da sociedade, que busca cada vez mais práticas sustentáveis em suas atividades cotidianas, a jardinagem tem evoluído para a utilização de quintais, jardins e varandas como espaços produtivos, com o cultivo cada vez mais amplo de variedades de alimentos (folhagens, frutos, tubérculos) e de plantas medicinais e condimentares, dentro de uma concepção de manejo ambientalmente correto, com o uso de biofertilizantes, controle biológico de pragas e doenças, compostagem de lixo doméstico, entre outras práticas adequadas do ponto de vista da sustentabilidade. Na Europa esta prática é tão ampla e consistente que já existem até programas de televisão voltados a este segmento; há também o crescente investimento no desenvolvimento de produtos biológicos por empresas tradicionalmente produtoras de adubos e pesticidas químicos; assim como empresas produtoras de mudas de plantas ornamentais oferecem um número cada vez maior de espécies alimentares, medicinais e condimentares.
No Brasil, projetos escolares incentivam a prática da horticultura orgânica, incentivando os alunos a estabelecerem em suas casas pequenos espaços produtivos; associações de moradores promovem capacitações em técnicas agrícolas adequadas aos espaços urbanos; condomínios implantam hortas em seus espaços comuns; bairros e comunidades carentes criam programas de quintais produtivos como forma de aumentar o consumo de alimentos de alto valor nutricional e de ervas medicinais, bem como reduzir impactos ambientais negativos (acúmulo de lixo, erosão).
Esta tendência de utilização de quintais e jardins domésticos como espaços produtivos e não meramente ornamentais, é mesmo um resgate da relação do homem com a natureza, uma salutar volta ao passado onde as casas possuíam hortas e pomares. Ao mesmo tempo em que é um retorno aos tempos antigos é também uma atividade moderna, aliada aos avanços da gastronomia, como atividade comercial ou de lazer, chefes de cozinha amadores e profissionais dedicam-se cada vez mais a plantar suas próprias ervas.
É importante ressaltar que é possível o cultivo de espécies alimentares, condimentares e medicinais até mesmo em pequenos vasos em apartamentos e que práticas ambientais e até socialmente sustentáveis podem ser adotadas nestes mesmos espaços, como será apresentado em postagens posteriores na seção espaços produtivos.

24/08/2010

MAPAS TEMÁTICOS DE MATO GROSSO

Mapas temáticos diversos (solos, geologia, vegetação, áreas protegidas, etc.) em PDF. Entre no link abaixo, escolha o mapa desejado, clique com o botão direito do mouse no link de arquivo (em azul) e clique em "salvar destino como", escolhendo o diretório onde deverá ser gravado.

22/05/2010

COTAÇÕES AGRÍCOLAS

Entre no link abaixo e obtenha  cotações agrícolas diárias.

14/01/2010

INOCULANTE NO FEIJOEIRO AUMENTA A PRODUTIVIDADE

O uso de inoculantes, para a fixação biológica do nitrogênio no feijoeiro, reduz a aplicação da adubação química nitrogenada, contribuindo para o meio ambiente e aumenta em até 20% sua produtividade, segundo informa a Associação Nacional dos Produtores e Importadores de Inoculantes (ANPII). Inocula-se, no feijão, as espécies do gênero Rhizobium; Rh. leguminosarum - bv phaseoli, Rh.etli e Rh.tropici, sendo esta última a mais indicada para os solos brasileiros. Para maiores informações consulte a ESALQ/USP, no endereço: www.esalq.usp.br  

02/01/2010

TRANSFORMAÇÃO DE COORDENADAS EM GRAUS DECIMAIS E VICE VERSA

Coordenada = 20º 15’ 35” = 20 + (15/60) + (35/3600) = 20, 259722222 >>> 20 + 0,2500 + 0,009722 = 20,259722222 >>> ( Os graus da coordenada são a parte inteira dos graus decimais, os minutos são então divididos por 60 e os segundos por 3.600, somando-se os resultados).

Graus Decimais = 20, 259722222º >>> separando a parte inteira se obtém o grau (20º), multiplica-se a parte decimal por 60 (0,259722222 x 60) = 15,58333, separa-se a parte inteira e obtém-se os minutos (15’), multiplica-se novamente a parte decimal por 60 (0,5833333 x 60) = 35, que corresponde aos segundos (35”), temos assim: 20º 15” 35”.

29/12/2009

IMAGENS DE SATÉLITE DOS MUNICÍPIOS DE MATO GROSSO

Entre no link abaixo e escolha o município de sua pesquisa.

METEOROLOGIA E CLIMATOLOGIA

Página do INMET - Instituto Nacional de Meteorologia, entre no link abaixo e escolha a opção.

IMAGENS DE SATÉLITE DO RELEVO DE MATO GROSSO

Pelo link abaixo você pode consultar as imagens de satélite do relevo de Mato Grosso e de seus municípios.

ELEVAÇÕES DO RELEVO DE MATO GROSSO

Dados originais da EMBRAPA, Modelagem Numérica de Elevação, cartas de Mato Grosso, formato GEOTIFF (16 bits), com resolução espacial de 90 metros, unidade de altitude em metros, sistema de coordenadas geográficas e Datum: WGS-84, entre pelo link abaixo e clique na carta desejada, aparecerá outra tela para o download do arquivo em .rar.

23/12/2009

AGROMETEOROLOGIA - AGRITEMPO

Este sistema de monitoramento agrometeorológico, possibilita o acesso às informações meteorológicas e agrometeorológicas de diversos municípios e estados brasileiros. É o sistema que alimenta a Rede Nacional de Agrometeorologia (RNA) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) com informações básicas que orientam o zoneamento agrícola brasileiro.

O sistema permite a atualização de cadastro de estações e dados climáticos diários (temperaturas máxima e mínima, e precipitação), criação de boletins agrometeorológicos e visualização de mapas que são gerados dinamicamente no momento da execução dos boletins. Entre pelo link abaixo:

26/10/2009

TEXTURA DOS SOLOS



Clique na Imagem para Ampliar
Define-se a textura do solo pela proporção relativa das classes de tamanho de suas partículas. A Sociedade Brasileira de Ciência do Solo define quatro classes de tamanho de partículas menores do que 2 mm, usadas para a definição da classe de textura dos solos:

Areia grossa – 2 a 0,2 mm
Areia fina – 0,2 a 0,05 mm
Silte – 0,05 a 0,002 mm
Argila – menor do que 0,002 mm

Não se considerando a matéria orgânica e nem partículas maiores do que 2 mm no solo, seu total de partículas é igual ao somatório da proporção de areia, silte e argila, de maneira que um solo pode ter de 0 a 100% de areia, de silte e de argila. As possibilidades de arranjos, resultantes da combinação das proporções de classes de partículas é muito grande, em função disto, desenvolveu-se um sistema de classificação gráfico e funcional para a definição das classes de textura dos solos. O sistema consiste na sobreposição de três triângulos isósceles que representam a quantidade de argila, silte e areia do solo.
Pode-se avaliar a textura diretamente no campo ou em laboratório. No campo, a estimativa é baseada na sensação ao tato ao manusear uma amostra molhada de solo. A areia produz sensação de aspereza, o silte maciez e a argila maciez, plasticidade e pegajosidade. A classe textural, em conjunto com o tipo de argila existente, afeta outras propriedades físicas, como a drenagem e a retenção de água, a aeração e a consistência dos solos.

A classe textural é uma importante característica de um solo porque pouco varia ao longo do tempo. Transformações ocorrerão apenas se houver mudança da composição do solo devido à erosão seletiva e/ou processos de intemperismo, que acontecem em escala de séculos a milênios. Entende-se assim, que o uso e o manejo do solo afetam pouco a sua textura.
Considera-se um solo fisicamente ideal para o desenvolvimento de plantas quando apresenta boa retenção de água, bom arejamento e suprimento de calor e pouca resistência ao crescimento radicular. Concomitantemente deve ter boa estabilidade dos agregados e boa infiltração de água no solo, que são condições físicas importantes para qualidade ambiental dos ecossistemas.

Relação textura x propriedades dos solos

Solos Arenosos
Menor porosidade, menor micro e maior macroporosidade, baixa retenção de água, boa drenagem e aeração, menor densidade do solo, rápido aquecimento, resistente à compactação, baixa capacidade de troca de cátions (CTC), maior lixiviação e erosão, baixa coesão e friável, consistência friável quando úmido, mecanização facilitada, baixa quantidade de matéria orgânica com rápida decomposição.

Solos Argilosos
Maior porosidade, maior micro e menor macroporosidade, alta retenção de água, drenagem lenta com pouca aeração quando pouco agregados, maior densidade, aquecimento lento, suscetível à compactação, maior capacidade de troca de cátions (CTC), menos lixiviável e mais resistente à erosão, elevada coesão com consistência firme, sensação de plasticidade e pegajosidade quando molhado, mais pesado para a mecanização, média a alta quantidade de matéria orgânica e menor decomposição orgânica.

19/10/2009

CARACTERÍSTICAS DOS SOLOS DE MATO GROSSO

Esta publicação fundamentou-se em trabalho apresentado pela EMBRAPA, que compilou os dados produzidos pelo Zoneamento Sócio Econômico Ecológico desenvolvido pela SEPLAN – MT (Secretaria de Estado de Planejamento e Coordenação Geral). Na elaboração deste zoneamento, esta secretaria identificou e mapeou, em escala 1: 250.000, vinte e três classes de solo no estado, os quais listaremos abaixo, com seus respectivos percentuais de ocorrência e descrição:

LATOSSOLO ROXO

Ocupam 0,18% do território estadual. Caracterizam-se por serem solos minerais, não hidromórficos, com horizonte B latossólico de cor vermelho escura com tonalidades arroxeadas e teores de Fe²O³, provenientes do ataque sulfúrico maior que 18%. Em geral, possuem forte atração magnética. São profundos, friáveis ou muito friáveis, argilosos ou muito argilosos, porosos, permeáveis e estão cobertos pelas vegetações de Cerrado e Floresta. Nestas áreas sua ocorrência se dá, na maioria das vezes, em condições de relevo plano e suavemente ondulado, o que junto às suas excelentes características físicas, é responsável pelo intenso uso agrícola mecanizado. A sua ocorrência em maior abundância e praticamente única é no Planalto de Tapirapuã, contemplando municípios como Tangará da Serra, Nova Olímpia, Arenápolis e Nortelândia.

LATOSSOLO VERMELHO-ESCURO

Ocorrência de 23,63% no estado. Solos minerais, profundos, muito intemperizados, têm por característica apresentar um horizonte B latossólico, de cor vermelho escura e possuem teores de Fe²O³ entre 8 e 18%. Possuem boa drenagem interna, em função de elevada porosidade e homogeneidade de características ao longo do perfil havendo, em consequência, elevada permeabilidade. Este fato os coloca como solos de razoável resistência à erosão de superfície. São alguns dos solos mais expressivos em termos de ocorrência no estado, e se distribuem por todas as regiões tendo, contudo, no Planalto dos Parecis, sua maior ocorrência. São cobertos tanto por vegetação de Cerrado quanto por Floresta. Suas condições físicas são excelentes, que aliadas ao relevo plano ou suavemente ondulado onde ocorrem, favorecem sua utilização com as mais diversas culturas adaptadas à região. Por serem ácidos e distróficos, ou seja, com baixa saturação de bases, requerem sempre correção de acidez e fertilização, o que sugerimos que sejam feitas dentro de parâmetros agroecológicos.

LATOSSOLO VERMELHO AMARELO

Ocorrem em 17,18% do estado. Bem drenados, são solos caracterizados pelo horizonte B latossólico de cores vermelhas a vermelho amareladas, com teores de Fe²O³ iguais ou inferiores a 11%, normalmente superiores a 7%, quando a textura é argilosa ou muito argilosa. São profundos, possuindo características físicas que se refletem em boa drenagem interna, boa aeração e ausência de impedimentos físicos à mecanização e penetração de raízes, condições extremamente favoráveis ao aproveitamento agrícola. Suas características químicas são as principais limitações ao aproveitamento agrícola, impondo a execução de práticas para correção destas limitações com adubação e calagem dentro de manejo agroecológico. São intensivamente utilizados, ora com pastagens plantadas (textura média), ora com lavouras (textura argilosa). O relevo onde ocorre é suave ondulado ou plano, sob vegetação de Cerrado e Floresta. Distribuem-se por praticamente todas as regiões do Estado tendo suas ocorrências mais significativas no extremo Norte (Município de Apiacás), Noroeste (municípios de Aripuanã e Juína), Planalto dos Parecis, Planície do Guaporé (Comodoro e Vila Bela da Santíssima Trindade), Bacia do Alto Paraguai (Diamantino, Nortelândia, Denise e Barra do Bugres, entre outros), Chapada dos Guimarães e a Planície do Araguaia (Barra do Garças, Água Boa, Canarana e São Félix do Araguaia).

LATOSSOLO VERMELHO AMARELO PODZÓLICO

Surgem em um percentual de 0,60% do estado. São diferentes dos Latossolos Vermelho Amarelos apenas pela ocorrência de um gradiente textural excepcionalmente elevado para a classe dos Latossolos. São solos de textura média e possuem apenas limitações de ordem química para o uso agrícola. São necessárias a adubação e a calagem, para sua colocação no processo produtivo, destacando que uma visão agroecológica destes processos são essenciais. São dados como dominantes na porção Sudoeste do Estado, abrangendo terras do Município de Cáceres.

TERRA ROXA ESTRUTURADA

No estado, ocorrem em 0,03% das terras. Caracterizam-se como solos minerais, não hidromórficos, com horizonte B textural, argila de atividade baixa, cerosidade moderada a forte, estrutura moderada a fortemente desenvolvida em blocos e/ou prismas, cor vermelho escura com tonalidades arroxeadas e teores de Fe²O³ relativamente elevados (> 15%). Sua fertilidade natural é de média a alta, com textura argilosa ou muito argilosa, o gradiente textural é baixo e a profundidade é mediana. Possuem boas condições físicas e apresentam como principais limitações ao uso agrícola sua ocorrência em relevo ondulado e forte ondulado, elevada susceptibilidade à erosão e a presença de pedregosidade e rochosidade em algumas unidades. Em áreas de relevo suavemente ondulado podem ser utilizados para a agricultura, tomando-se os devidos cuidados com a erosão com práticas agroecológicas. Em modo de dominância ocupam as regiões Norte e Sudoeste do Estado.

BRUNIZÉM AVERMELHADO

Ocupam 0,07% de Mato Grosso. Solos minerais, não hidromórficos, moderadamente profundos a rasos com distinta diferenciação entre os horizontes, em geral com textura média, nos horizontes superficiais e argilosa, nos sub-superficiais. No aspecto químico, apresentam teores elevados de saturação e soma de bases, enquanto os de saturação com alumínio são baixos ou até praticamente inexistentes. São solos, portanto, com excelentes características químicas para o uso agrícola, com elevado potencial nutricional, refletido em alta saturação de bases e capacidade de troca de cátions, além de praticamente nenhuma acidez. Entretanto, ocorrem em locais onde o relevo é acidentado e associado a solos rasos, prevalecendo, assim, as limitações decorrentes das fortes declividades que lhes conferem alto risco de erosão. Como conseqüência direta desta característica, são mais usados como pastagens, ocupando parte dos municípios de Pontes e Lacerda e Vila Bela da Santíssima Trindade.

PODZÓLICO AMARELO

Têm ocorrência em 0,08% das terras estaduais. São solos minerais, bem drenados, profundos, caracterizados pela ocorrência de um horizonte B textural sob um horizonte A, que na área é do tipo moderado. No aspecto químico são caracterizados como álicos sendo, desta forma, desprovidos de elementos nutrientes para os vegetais. Sua baixa fertilidade natural e a relativa alta erodibilidade são os principais empecilhos destes solos para o seu aproveitamento integral na agricultura. Correções químicas, com fundamentação agroecológica, são determinantes para a sua utilização plena. Ocorrem ligados a sedimentos possivelmente retrabalhados, posicionados na baixa vertente dos principais rios da região Noroeste do Estado e aparecendo como dominantes na região dos municípios de Colniza e Aripuanã.

PODZÓLICO VERMELHO-AMARELO

Solos de grande ocorrência no estado, com 24,1% das terras. São solos minerais, não hidromórficos, com horizontes B textural, de cor vermelho amarelada e distinta diferenciação entre os horizontes no tocante a cor, estrutura e textura, principalmente. São profundos e se apresentam recobertos por vegetação de Floresta e Cerrado onde o principal tipo de uso verificado é a pastagem. De modo geral, pode-se dizer que são solos bastante suscetíveis à erosão, sobretudo quando há maior diferença de textura do A para o B, presença de cascalhos e relevo mais movimentado com fortes declividades. Com estas características não são recomendados para agricultura, prestando-se, entretanto, para pastagem. São uma das classes de solos mais importantes do estado, ocorrendo como dominante em três regiões: uma extensa faixa na porção Norte, sobretudo nos municípios de Juara, Aripuanã; outra grande concentração na porção Sudoeste, nos municípios de Pontes e Lacerda, Porto Esperidião, Jauru, Figueirópolis d’Oeste, São José dos Quatro Marcos e Araputanga e, por fim, na região Sudeste, abrangendo áreas dos municípios de Jaciara, Rondonópolis e Poxoréu.

PODZÓLICO VERMELHO ESCURO

Ocorrem apenas em 0,01% do território de Mato Grosso. São diferentes dos demais Podzólicos principalmente pela coloração mais avermelhada do horizonte B. Ocorrem em relevo desde suave a forte ondulado e sua cobertura vegetal natural é a Floresta. A baixa fertilidade natural, no caso dos solos distróficos, relevo acidentado em algumas unidades de mapeamento e a relativa alta vulnerabilidade à erosão, limitam o uso agrícola destes solos. Associado à baixa fertilidade, a presença do horizonte B textural, condiciona uma maior propensão à erosão. Ocorrem como dominantes em pequenas manchas ao Norte, no Município de Guarantã do Norte e na região Sudoeste do Estado, nos municípios de Mirassol d’Oeste e Salto do Céu.

PLANOSSOLO

Aparecem em 2,04% do estado. Solos minerais hidromórficos, com mudança de textura abrupta entre o A ou o E e o horizonte B textural que tem alta densidade aparente, cores de redução e/ou mosqueados, decorrentes de má drenagem. São rasos ou de profundidade média, com permeabilidade lenta abaixo da superfície, em decorrência da porosidade total muito baixa. Assim, há o favorecimento de encharcamento temporário a que estão sujeitos em conseqüência da situação topográfica baixa que ocupam em áreas receptoras de águas. Contrapondo-se ao período em que permanecem molhados, durante a época seca, estes solos tornam-se de duros a extremamente duros. Suas principais limitações à agricultura se relacionam, sobretudo, às características físicas desses solos, que decorrem da drenagem imperfeita; alta densidade aparente e permeabilidade lenta. Ocorrem como dominantes na região do Pantanal onde são usados como pastagens, ao Sul e Sudoeste do Estado, abrangendo municípios como os de Cáceres, Poconé e Barão de Melgaço.

SOLONETZ SOLODIZADO

Representam 0,02% dos solos estaduais. São minerais, hidromórficos ou não, com alta densidade aparente no horizonte B e com porosidade total extremamente baixa, que indicam más condições físicas para o desenvolvimento vegetal. Quando secos, os horizontes abaixo da superfície ficam extremamente duros e compactos, tornando a permeabilidade muito lenta, o que dificulta a penetração do ar, água e raízes. Seus principais fatores limitantes estão relacionados às más condições físicas, resultantes da alta densidade aparente, baixa porosidade, lenta permeabilidade nos horizontes B e C, teores elevados em sódio trocável, que inibem o desenvolvimento da maioria das plantas cultivadas, e alta susceptibilidade à erosão. Restringe-se a pequenas ocorrências na região do Pantanal, no Município de Poconé.

CAMBISSOLO

No estado, ocupam 4,75% das terras. São solos minerais não hidromórficos, pouco profundos a rasos, com pequena diferenciação de horizontes, ausência de acumulação de argila, textura franco arenosa ou mais fina. Na região de Nova Brasilândia há o predomínio de Cambissolos mais rasos, pedregosos, cascalhentos, ocorrendo em relevo forte ondulado sob vegetação de Floresta. Na Depressão de Paranatinga são pedregosos, poucas vezes são cascalhentos, ocorrem em relevo desde plano a ondulado, nas planícies, e forte ondulado, nas áreas serranas. Algumas de suas unidades podem ser aproveitadas para uso agrícola, embora seu uso mais comum, atualmente, seja a pastagem plantada. Até há pouco tempo, suportaram expressivas lavouras de arroz, principalmente na região de Paranatinga. Contudo, hoje, nesta região, a criação de gado e a produção de sementes de forrageiras são mais comuns.

São, de modo geral, solos bastante suscetíveis à erosão. A maior parte da área destes solos tem relevo ondulado, forte ondulado ou montanhoso, onde as limitações podem ser fortes ou muito fortes. Ocorrem de forma expressiva e em caráter de dominância nos municípios de Nossa Senhora do Livramento, Poconé, Rosário Oeste, Nova Brasilândia, Paranatinga, Campinápolis, Água Boa e Canarana.

PLINTOSSOLO

Ocupam 7,32% das terras estaduais. São solos minerais hidromórficos ou pelo menos com sérias restrições de drenagem, tendo como principal caracteristica a presença de horizonte plíntico dentro de 40 cm da superfície ou a maiores profundidades.

Ocorrem, em geral, em locais planos e baixos, onde há oscilação do lençol freático. São imperfeitamente ou mal drenados, com horizonte plíntico de coloração variegada com cores acinzentadas alternadas com cores avermelhadas e intermediárias entre estas. Este horizonte, ao submeter-se a ciclos de umedecimento e secagem e, após drástico e prolongado rebaixamento do lençol freático, desidrata-se irreversivelmente, tornando-se extremamente duro quando seco.

Apresenta textura extremamente diversificada, tendo sido constatado desde solos arenosos até argilosos, sendo característica a grande diferença de textura do A ou E para o horizonte B, por vezes, com mudança textural abrupta.

Sua principal limitação agrícola está relacionada com a drenagem imperfeita ou má, que limita bastante o uso destes solos durante uma parte do ano, quando ficam saturados com água. Em função de sua diversidade textural e de suas características químicas, são mais usados com pastagens. Na Ilha do Bananal, partes destes solos, os mais argilosos, estão sendo usados com arroz irrigado, apresentando grande produtividade. Na porção Norte do Estado, foram verificados como dominantes em algumas situações elevadas no Município de Aripuanã, mas têm sua grande expressão nas Planícies do Bananal, Guaporé e do Pantanal Matogrossense.

VERTISSOLO

São solos subdominantes, sem expressão territorial, são minerais hidromórficos ou não, argilosos com mais de 30% de argila de alta atividade (expansivas). Estes teores relativamente altos em argila com atividade alta tornam os solos muito plásticos e muito pegajosos quando molhados e de consistência extremamente dura quando secos, além de possuírem permeabilidade lenta.

Apesar de serem solos ricos quimicamente, suas más condições físicas que lhe conferem lenta permeabilidade, aliada à baixa condutividade hidráulica e grande plasticidade e pegajosidade quando molhados, dificultam o manejo e prejudicam o sistema radicular das plantas, não sendo propícios à agricultura. Sua ocorrência está restrita ao Pantanal Matogrossense, onde aparecem, apenas, como subdominantes, associados a Solos Aluviais.

GLEI POUCO HÚMICO

Sua ocorrência é de 1,58% nas terras do Estado. São solos minerais hidromórficos, de mal a muito mal drenados, encharcados, ocorrem em áreas baixas, com textura variável de média a muito argilosa. Suas principais limitações ao uso agrícola decorrem da má drenagem, com presença de lençol freático alto e dos constantes riscos de inundação.

Aparecem em alguns trechos das planícies dos rios Juruena, Arinos, Xingu, Araguaia, Guaporé e ainda trecho da bacia do Rio Piquiri, afluente do Rio Paraguai.

AREIAS QUARTZOSAS

Solos minerais arenosos, que ocupam 12,94% do território estadual. São de muito a fortemente drenados, normalmente profundos ou muito profundos, essencialmente quartzosos, virtualmente destituídos de minerais primários pouco resistentes ao intemperismo. Sua textura se insere nas classes areia e areia franca até pelo menos 2 metros de profundidade e são, normalmente, muito pobres.

Sua ocorrência se dá geralmente em relevo que varia do plano ao ondulado, sob vegetação tanto de Cerrado quanto de Floresta. Sua textura muito arenosa condiciona uma baixa retenção de umidade e de eventuais elementos nutrientes aplicados, caracterizando-se como uma fortíssima limitação ao seu aproveitamento agrícola. Sua presença mais significativa é verificada sobre o Planalto dos Parecis, mais especificamente, em suas porções Sul e Oeste, onde estão sob a vegetação do cerrado. Outra grande concentração é verificada em municípios como Alto Araguaia, Alto Garças, Itiquira, Poxoréu e General Carneiro.

AREIAS QUARTZOSAS HIDROMÓRFICAS

Possuem uma ocorrência de 0,06% em Mato Grosso. São solos minerais, hidromórficos, com textura arenosa ou areia franca até a profundidade de 2 metros pelo menos.

Sua incidência é em ambientes com restrição de drenagem, geralmente com lençol freático elevado. Possuem uma fertilidade natural baixa, o que impõe sempre a necessidade de adubações (preferencialmente orgânicas) para seu aproveitamento. São pouco expressivos em termos de ocorrência. Foram verificados como dominantes apenas em pequenos trechos das planícies do Rio Itiquira, na área do Pantanal Matogrossense e do Rio Corixão do Meio na Planície do Bananal (Rio Araguaia).

SOLOS ALUVIAIS

Têm 0,34% de ocorrência no Estado. São solos minerais não hidromórficos, pouco evoluídos, formados em depósitos aluviais recentes, nas margens de cursos d’água. Em função de sua origem, de fontes as mais diversas, esses solos são muito heterogêneos quanto à textura e demais propriedades físicas e químicas, que podem variar num mesmo perfil entre as diferentes camadas.

Os maiores entraves ao desenvolvimento agrícola nesses solos são decorrentes dos riscos de inundação por cheias periódicas ou por acumulação de água de chuvas na época de intensa pluviosidade. Contudo, os solos aluviais são considerados de grande potencialidade agrícola, por ocorrerem em locais de relevo plano, favorecendo a prática de mecanização agrícola intensiva. Incidem em vários trechos das planícies dos rios Paraguai, Cuiabá e São Lourenço, na região Sul do Estado.

SOLOS LITÓLICOS

Ocupam 2,40% das terras estaduais. São solos minerais não hidromórficos, pouco desenvolvidos, muito rasos ou rasos, com textura variável, frequentemente arenosa ou média, ocorrendo textura argilosa e raramente siltosa. São heterogêneos quanto às propriedades químicas e ocorrem sob vegetação Campestre, de Cerrado e Floresta, em locais com forte declividade, geralmente encostas de morros e bordas de chapadas.

Sua pequena espessura, a frequente ocorrência de cascalhos e fragmentos de rocha no seu perfil, sua grande susceptibilidade à erosão, especialmente nas áreas de relevo acidentado, que são as mais freqüentes onde ocorrem, são as limitações mais comuns para este tipo de solo. Como dominantes, foram mapeados de forma dispersa nas várias regiões do Estado, destacando-se as bordas das Chapadas de Dardanelos e Serra dos Apiacás.

SOLOS CONCRECIONÁRIOS LATOSSÓLICOS

Representam 1,36% dos solos do Estado. São solos minerais, bem drenados, profundos e que ocorrem sob vegetação de cerrado e de floresta, sobretudo em superfícies aplanadas dos planaltos elevados.

Suas limitações ao uso agrícola decorrem da grande quantidade de concreções lateríticas consolidadas na massa do solo (normalmente mais de 50% do seu volume), que dificultam muito o uso de máquinas agrícolas e a penetração de raízes. São ainda pobres, com baixa saturação de bases. Ocorrem mais expressivamente nas Chapadas de Dardanelos, Serras dos Apiacás e Caiabis, ao Norte do Estado; sobre o Planalto dos Parecis, na altura do município de Serra Nova do Norte e Peixoto de Azevedo; na região de Canarana e Água Boa, a Leste do Estado e, por fim, na região da Depressão Cuiabana.

SOLOS CONCRECIONÁRIOS PODZÓLICOS

São solos minerais com 0,22% de ocorrência na área do Estado, bem drenados, profundos, com presença de concreções de ferro ao longo do perfil em quantidade maior que 50% por volume e surgem sob vegetação de Cerrado cujo relevo de ocorrência é suave ondulado.

Assim como no caso dos Solos Concrecionários Latossólicos, são limitados, do ponto de vista agrícola, pela presença excessiva de concreções ferruginosas no perfil e pela baixa fertilidade natural. São dominantes em uma única mancha na Depressão Cuiabana, abrangendo os municípios de Poconé e Nossa Senhora do Livramento.

SOLOS CONCRECIONÁRIOS CÂMBICOS

Com percentual de 0,58% de ocorrência no Estado, são solos minerais, bem drenados, de profundidade mediana, com presença de concreções de ferro ao longo do perfil em quantidade maior que 50% do volume. Estão sob vegetação de Cerrado e o relevo de ocorrência é suave ondulado. Não são utilizados com lavouras, sendo a pastagem de capim braquiária o tipo de utilização mais comum sobre estes solos.

A expressiva presença de concreções e a baixa fertilidade natural associam-se, neste caso, a uma menor profundidade do perfil do solo, para restringir as possibilidades de uso agrícola sobre os mesmos. Sua maior expressividade, em termos de dominância, é verificada na região da Depressão Cuiabana, nos municípios de Cuiabá, Várzea Grande e Rosário Oeste, entre outros.

AFLORAMENTOS DE ROCHA

São unidades subdominantes, onde rochas encontram-se expostas na superfície do terreno, tanto em forma descontínua (matacões e/ou boulders) como em forma contínua (lageado). Nesses locais, os vegetais superiores não encontram meios para se desenvolver.

Não se prestam ao uso agrícola, considerando-se tanto os aspectos físicos, quanto químicos e mineralógicos. Estão distribuídos por praticamente toda a área do Estado, sendo mais comuns em áreas acidentadas. São componentes subdominantes em várias unidades de mapeamento e ocorrem associados a vários solos, principalmente Solos Litólicos.

SOLOS ORGÂNICOS

A categoria de "solos orgânicos", com ocorrência de 0,04% no Estado, foi mapeada pela SEPLAN-MT, embora não tenha sido descrita no Zoneamento Sócio Econômico Ecológico do Estado do Mato Grosso, sua ocorrência principal é apontada nos municípios de Comodoro, Diamantino e Primavera do Leste, com uma área total de 3.221,67km2.

25/09/2009

TENDÊNCIAS NA AGRICULTURA (1) – SISTEMAS AGROECOLÓGICOS

Analisando o Plano Agrícola e Pecuário – PAP 2009 / 2010, elaborado pelo MAPA – Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, percebemos, dentro de seus objetivos, um direcionamento para as práticas sustentáveis e conservacionistas dentro do contexto agropecuário. Neste sentido, enfatizam-se três objetivos: estimular o desenvolvimento sustentável da agropecuária, em consonância com os objetivos da preservação ambiental; recuperar áreas degradadas para reduzir a pressão pelo desmatamento; incentivar sistemas de produção de culturas orgânicas.

 Dentro deste cenário, estabelecido pelo MAPA, o Plano Nacional de Fertilizantes incrementará a produção de fertilizantes orgânicos e organominerais, especialmente a partir da instalação de fábricas de “pellets” de camas de frango e dejetos suínos, junto a regiões produtoras destas matérias primas.

 Para o incentivo de sistemas produtivos e práticas sustentáveis o governo, a partir do PRODUSA (Programa de Estímulo à Produção Agropecuária Sustentável) amplia em até 15% o crédito de custeio para propriedades que possuam reserva legal e área de preservação permanente previstas na legislação ou que tenham elaborado PRAD (Plano de Recuperação de Áreas Degradadas) regulamentados em órgãos oficiais. Este aumento de custeio beneficia também os sistemas orgânicos de cultivos.

Há ainda dois outros programas que estimulam a sustentabilidade e o conservacionismo: o MODERAGRO – Programa de Modernização da Agricultura e Conservação dos Recursos Naturais, cujo objetivo é o financiamento para a construção e/ou modernização de equipamentos para tratamento de dejetos e projetos de adequação sanitária e/ou ambiental; e o PROPFLORA (Programa de Plantio Comercial e Recuperação de Florestas), financiando a implantação e manutenção de florestas comerciais e a recomposição e manutenção de reservas florestais legais e de áreas de preservação permanente.

Estes objetivos e programas refletem a Tendência, já consolidada, de maior pressão natural, social, política e econômica, por sistemas de produção sustentáveis, manejo racional dos recursos naturais, especialmente o gerenciamento do uso das águas e práticas conservacionistas. As mudanças climáticas, dentro do cenário estabelecido até 2023, terão forte influência sobre esta pressão, impondo novos comportamentos e maior rigidez da legislação pertinente.

Nesta Tendência amplia-se a demanda por tecnologias alternativas que privilegiem a diversidade biológica e a maior eficiência das cultivares; por insumos de menor toxicidade, orgânicos e adubação verde; pelo aproveitamento dos resíduos sólidos; e por sistemas integrados de produção SASP (Sistema Agrosilvopastoril). Estes contribuem para a redução da aplicação de herbicidas e pesticidas, melhoram a qualidade do solo e do conforto animal, reduzem perdas de solo pelo vetor eólico, controlam a erosão, favorecem a biodiversidade e regulação climática, incentiva o aumento de produção das pastagens e culturas, amplia o número de trabalhadores na propriedade e gera uma diversificação de receitas ao produtor, bem como redução com o custo de insumos.

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09/07/2009

COMPOSTAGEM


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Segundo dados da EMBRAPA (CT 76) produz-se, no Brasil, 241.614 toneladas de lixo diariamente, deste total, 76% são dispostos a céu aberto, 13% em aterros controlados, 10% em usinas de reciclagem e 0,1% incinerados. Do lixo urbano total, 60% são resíduos orgânicos que podem ser transformados em adubos. Este processo permitiria não só resolver um grave problema ambiental (onde e como guardar o lixo), mas também poderia fomentar o desenvolvimento da agricultura urbana e periurbana orgânica, favorecendo o abastecimento de alimentos saudáveis e de baixo custo para as cidades.
A compostagem é o processo que se utiliza para a transformação do lixo orgânico em adubo natural, que elimina a dependência de adubação química e melhora efetiva e substancialmente as características físicas, químicas e biológicas do solo. De forma geral, a compostagem é a aceleração do processo natural de humificação (transformação em húmus) da matéria orgânica. Na natureza este processo ocorre de forma indefinida, variando com as condições ambientais locais. Na compostagem são seguidos alguns critérios:
Materiais utilizados: restos de alimentos, cascas de frutas e legumes, estercos, palhadas, aparas de grama, folhagens em geral, mato seco. Neste processo a relação Carbono / Nitrogênio (C/N) é muito importante, devendo ser de 30/1. Materiais de cor escura e acastanhada são ricos em carbono, materiais ricos em nitrogênio são de cor verde, bem como estercos e restos frescos de alimentos. É esta relação que acelera a decomposição do composto através da ação de microorganismos.
Montagem: o composto deve ser montado em camadas de no máximo 20 cm, intercalando-se materiais ricos em carbono com os que possuem nitrogênio. À cada camada deve-se molhar o composto sem encharcar. A pilha do composto deve ser revirada regularmente para não aquecer demais e não gerar odores.
Tempo: em geral de 9 a 16 semanas mas pode haver variações em função do ambiente, temperatura, materiais utilizados e umidade. O composto está pronto quando após o seu revolvimento a temperatura não mais aumentar e seu aspecto estiver homogêneo, com cor marrom escura, conforme a amostra da direita da figura acima.


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03/07/2009

ADUBAÇÃO VERDE

Dos materiais disponíveis na propriedade rural, que favorecem ou possibilitam a melhoria da qualidade do solo e sua consequente maior produtividade, destacam-se o de origem orgânica, são os estercos, restos de culturas, composto, folhas secas, entre outros. Estes materiais favorecem os processos biológicos de fertilização do solo.
Pode-se também favorecer estes processos a partir da adubação verde, que consiste na utilização de plantas em consórcio ou rotação com as culturas comerciais. Estas plantas podem ser incorporadas ao solo ou roçadas e deixadas à superfície. Proporcionam melhorias nos aspectos físicos, químicos e biológicos do solo.
As leguminosas herbáceas são algumas das plantas mais utilizadas em adubação verde, devido à sua capacidade de fixação do nitrogênio atmosférico em associação com bactérias do gênero Rhizobium e Bradyrhizobium.
A adubação verde favorece ainda o grande aporte de fitomassa, elevando o teor de matéria orgânica do solo, obtendo-se um aumento da sua capacidade de troca catiônica (CTC), retendo mais nutrientes e evitando perdas por lixiviação. Há também uma diminuição da acidez do solo, porque durante a decomposição dos resíduos vegetais são produzidos ácidos orgânicos capazes de complexar Íons AL+++, presentes na solução do solo, reduzindo desta forma seu alumínio tóxico. Ocorrem também melhorias físicas: estabilidade de agregados, porosidade, coeficiente de infiltração e retenção de umidade. Reduz-se as oscilações térmicas e de umidade do solo, favorecendo o desenvolvimento de microorganismos, consequentemente sua atividade biológica, que atua na reciclagem de nutrientes. A adubação verde é ainda eficiente no controle de nematóides.

SISTEMA DE PASTOREIO RACIONAL VOISIN

André Marcel Voisin, físico e químico francês desenvolveu uma tecnologia capaz de aumentar a produtividade de pastagens e seu valor biológico, com a vantagem acessória de proporcionar maior ganho de peso animal e/ou volume de leite produzido. Os dejetos animais são utilizados para fertilizar o pasto e evita agressões à sua biocenose (conjunto de populações do solo).
Fundamenta-se em quatro leis, duas relativas aos pastos e duas que se referem aos animais:
  1. Primeira lei - para que um pasto cortado pelo dente do animal possa dar sua máxima produtividade, é necessário que entre dois cortes sucessivos haja passado um tempo suficiente que permita ao pasto: armazenar em suas raízes as reservas necessárias para um começo de rebrote vigoroso e realizar sua "labareda de crescimento" ou grande produção diária de massa verde.
  2. Segunda lei - o tempo global de ocupação de um piquete deve ser suficientemente curto, de modo que um pasto cortado no primeiro dia de ocupação não seja cortado novamente antes que os animais deixem a parcela.
  3. Terceira lei - é necessário ajudar os animais que possuam exigências nutricionais mais elevadas para que possam colher a maior quantidade de pasto da melhor qualidade possível.
  4. Quarta lei - para que um bovino possa dar rendimentos regulares, é necessário que não permaneça mais do que três dias em uma mesma parcela. (VOISIN: 1967)

No planejamento deste sistema deve-se considerar inicialmente o tamanho da área, estabelecendo o número de piquetes e sua área. Estes devem ser geometricamente dispostos da forma maisuniforme possível, recomendando-se formas quadradas ou retangulares. Divisões que possuam extremidades afuniladas conduzem a excessivo pisoteio, o que é prejudicial ao sistema. Indica-se também a padronização dos animais em grupos evitando a competição entre os mesmos. Os tempos de repouso devem ser variáveis, especialmente em relação às mudanças de estação, com maiores intervalos na seca. O manejo das pastagens deve ser baseado na observação, uma vez que não há condições iguais de ano para ano, assim como não há homogeneidade entre os piquetes.

A fertilidade do solo depende em grande parte, segundo os estudos de Voisin, da riqueza de elementos minerais assimiláveis, que são disponibilizados pela atividade dos organismos vivos presentes nele. Neste sentido, os excrementos animais modificam a vida da microflora e da microfauna, que por sua vez, atuam na composição da flora. A concentração de animais por lote leva à elevada deposição de dejetos, fornecendo nutrientes importantes para as plantas e para a micro e meso fauna do solo.

Maiores detalhes podem ser solicitados pelo email: sergiosoaresleal@gmail.com

SASP - SISTEMA AGROSILVOPASTORIL

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Um sistema pode ser definido como um conjunto de objetos que relacionam-se entre si e com os meios externos e que produzem determinados recursos. Desta maneira, relacionam-se com outros sistemas, internos ou externos, maiores ou menores. Alguns cientistas consideram que um sistema rural de boa qualidade é um organismo vivo.
Um SASP - Sistema Agrosilvopastoril integra árvores, arbustos, lavoura e pecuária em um conjunto produtivo. Seu correto manejo possibilita concomitantemente a conservação ambiental, o aumento da produtividade agrícola, o conforto e a maior produção animal, além de melhor qualidade de vida, contribuindo para a fixação do homem no campo.
Dentro de um SASP pode haver ao mesmo tempo, integradamente: a produção de grãos, criação de animais (bovinos, equinos, caprinos, aves, peixes), pomares, hortas, flores e instalações industriais para processar a produção. É importante que o SASP desenvolva o máximo possível de autosuficiência. Este modelo de manejo rural é também um importante fornecedor de serviços ambientais, com: a melhor infiltração de água no solo, polinização favorecida, maior controle biológico, contribuição à regulação do ciclo hidrológico, retenção do solo com menor erosão e preservação da biodiversidade.
Neste sistema não há homogeneidade, ao contrário, preconiza-se a diversidade, desta forma aumenta-se a fertilidade do solo e o conforto animal incrementando, por consequência, a produtividade. Assim, pode-se intercalar com a lavoura, com a pastagem ou com os dois, árvores frutíferas, lenhosas ou de madeira nobre, leguminosas arbóreas (ex: Leucena - Leucaena leucocephala) que incorporam nitrogênio no solo e possuem boa associação com gramíneas forrageiras. São diversos os benefícios neste sistema:
  • Com a integração floresta - lavoura - pecuária, aproveita-se o esterco animal e os restos vegetais (folhas) como fertilizante do solo, dispensando os fertilizantes químicos;
  • preserva-se os recursos naturais da propriedade, com aproveitamento total de sua diversidade e biomassa;
  • a produção diversificada diminui os gastos com insumos, ao mesmo tempo em que favorece o fluxo de caixa da propriedade, com safras e mercadorias distintas, não havendo dependência de poucos ou de um único produto sujeito às oscilações do mercado;
  • proteção dos animais e das plantações das correntes de vento;
  • as microbacias e o solo ficam protegidos da erosão;
  • reduz-se custos com a utilização de cercas vivas;
  • aumenta-se a produção de forragem para o gado;
  • disponibilização de nutrientes na superfície do solo, retirados das camadas profundas pelas raízes das árvores;
  • maior produtividade com menos custos, as plantas fixadoras de nutrientes suprem as plantas associadas;
  • importante redução de pragas, com maior controle biológico favorecido pela biodiversidade;

Para maiores informações sobre o SASP, consulte-nos pelo email: sergiosoaresleal@gmail.com

02/07/2009

A FORÇA DO SOLO

Há muito pouco tempo, se comparado com os 500 anos de ocupação do Brasil, percebeu-se que o modelo de agricultura praticado no país não condizia com suas realidade ambientais, tais como: características de solo, clima, vegetação, pluviosidade e biodiversidade. Este modelo, ainda usualmente praticado, fundamenta-se em técnicas próprias ao continente europeu, de clima temperado a frio, onde foi desenvolvida inicialmente a ciência agronômica, com características diversas do ambiente tropical do Brasil.
Destacamos inicialmente que o solo de uma região resulta de um longo processo de formação com origem há milhares de anos. Neste sentido, a história climática regional, especialmente precipitação e temperatura, com suas variações milenares atuando sobre o material originário (rocha matriz) e condicionada por fatores topográficos, é determinante para os níveis de produtividade e estado atual dos solos e ambientes naturais.
Depreende-se facilmente a origem diversa de solos e ambientes brasileiros e europeus. Com temperaturas mais amenas e precipitações menos intensas as perdas de bases e silício foram menores nos solos das regiões temperadas, sendo então o produto resultante do intemperismo uma argila com alta capacidade de retenção de nutrientes no solo.
Contudo, nas regiões tropicais, com altos índices pluviométricos e temperaturas elevadas, os processos de perdas foram mais rigorosos, resultando na remoção quase completa de bases e silício, restando, com predominância na constituição do solo, minerais como: óxidos de ferro, alumínio e titânio. Desta maneira, ocorrem nas regiões tropicais, solos com baixa capacidade de retenção de nutrientes, sendo considerados de baixa fertilidade.
Ressalta-se, paradoxalmente neste contexto, a existência de ecossitemas naturais excepcionalmente produtivos como a Mata Atlântica e a Floresta Amazônica, dispostos, em tese, sobre solos de baixa fertilidade. Ocorre que neste ambiente tropical, os nutrientes estão armazenados essencialmente na biomassa e não no solo (EMBRAPA: 2001).
Por sua vez, o conceito de fertilidade de um solo, segundo (CURY: 1993) é definido como o "status de um solo com respeito à sua capacidade de suprir os nutrientes essenciais ao desenvolvimento das plantas" . Esta é uma definição bastante abrangente, mas que usualmente é utilizada apenas sob o ponto de vista químico, relacionando-se especialmente à disponibilidade de nutrientes no solo.
Atualmente, em uma mudanças de paradigma, enfatizam-se os nutrientes dos segmentos representados pela matéria orgânica do solo. Até agora o solo foi tratado como fornecedor de nutrientes às plantas e a agricultura convencional procura introduzir ou repor nele as quantidades específicas de nutrientes (de forma química ou não) necessárias ao desenvolvimento de cada espécie vegetal em seu ciclo natural.
O solo deve ser compreendido como um grande e complexo organismo vivo, capaz de, com sua força, gerar e manter outras formas de vida. A partir deste pensamento a preocupação deve ser em lhe oferecer condições para que manifeste esta força. Assim, as atenções se voltam para a saúde do solo, contribuindo para que nele haja matéria orgânica em abundância, microorganismo em quantidade e variedade, elevado poder de retenção de água sem encharcamento, boa formação de agregados e que para que suas naturezas química, física e biológica sejam favorecidas. Neste contexto, a pureza do solo é imprescindível para sua saúde, a ausência de defensivos e adubos químicos, de lixo ou esgotos são condições essencias para que o solo manifeste sua força, resultando em excelente produtividade agrícola.
É importante lembrar que na natureza as plantas nascem, crescem dão flores e frutos, que caem e apodrecem em cima do solo, e que é este ciclo que mantém suas condições de fertilidade. Observar, respeitar e copiar as Leis Naturais são as chaves da sustentabilidade.

AGRICULTURA E MUDANÇAS CLIMÁTICAS

O IPCC - Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas, em seu mais recente relatório, aponta que a produção mundial de alimentos sofrerá um severo impacto em função das aceleradas mudanças climáticas que ocorrem no planeta atualmente, em decorrência do aquecimento global gerado pela emissão crescente de gases na atmosfera.
O aumento da temperatura, segundo os cientistas do painel, é uma ameaça ao cultivo de várias espécies vegetais e deve agravar o problema da fome em escala mundial, mas afetando especialmente os países pobres da Ásia e África. Países produtores de alimentos como o Brasil e os EUA também são ameaçados por este fenômeno, sendo importante destacar que já na próxima década estes efeitos poderão ser sentidos.
A agricultura sempre teve riscos de natureza climática, contudo, com o avanço da tecnologia favoreceu-se o estudo e o subsequente zoneamento climático das áreas de produção, com a possibilidade de se antever quais destas estão mais ou menos suscetíveis às intempéries, incorporando-as ou não ao sistema produtivo. Com a mudança do clima, já na próxima década, repito, a geografia da produção nacional e mundial deverá mudar, regiões que são hoje grandes produtoras, poderão não ser mais já em 2020.
No Brasil, pesquisadores da EMBRAPA e da UNICAMP, especialistas em zoneamentos de riscos climáticos, estudam, já há algum tempo, como as mudanças no clima podem afetar a produção agropecuária nacional. Os primeiros estudos foram feitos com o café arábica. Percebeu-se que, tendo como vetor o aquecimento global, esta cultura pode se deslocar para o sul e diminuir sua área de baixo risco. Mais recentemente estes estudos se estenderam a outras culturas, tais como: algodão, arroz, girassol, feijão, soja, milho, cana e mandioca. Foram também estudadas as pastagens e o gado de corte. Os resultados anteriores se confirmaram, estas culturas, à exceção da cana e da mandioca, tendem a se deslocar para o sul, com diminuição da área de baixo risco. Observou-se, ainda, a diminuição de áreas aptas à produção de grãos.
Com este cenário, pode haver um aumento no custo da produção em função da diminuição das áreas de baixo risco, pois o risco é um dos componentes do cálculo dos financiamentos agrícolas.

INTRODUÇÃO À AGROECOLOGIA

Define-se o conceito de Agroecologia como sendo o enfoque científico destinado a fomentar e subsidiar a transição dos modelos atuais de desenvolvimento rural e de agricultura convencional para os de direcionamento sustentável. Estudando a atividade agropecuária sob uma perspectiva ecológica, os modelos sustentáveis adotam o agroecossistema como unidade de análise. Neste conjunto, as observações e estudos se fundamentam nos ciclos biogeoquímicos, nas transformações energéticas, nos processos biológicos e geográficos, nas relações econômicas e sociais que lhe são pertinentes ou interligadas.
Desta forma, para que se chegue a um desenvolvimento rural e à uma agropecuária com bases sustentáveis, os agroecossistemas devem ser compreendidos de maneira integrada, tendo o seu manejo que atender aos seguintes critérios: baixa dependência de insumos comerciais; uso de recursos renováveis de acesso local; utilização dos impactos benéficos do meio ambiente do lugar; aceitação, adaptabilidade e tolerância às condições locais, sem tentativa de alteração ou controle do ecossistema; manutenção da capacidade produtiva a longo prazo; preservação das diversidades biológica e cultural; utilização da mão de obra, do conhecimento e da cultura popular da localidade; produção de mercadorias para atendimento do consumo interno e para comercialização.
Dentro deste conceito, não se pode orientar por normas preexistentes, o modelo de manejo do agroecossistema fundamenta-se no conhecimento de sua própria natureza, a partir da observação e do estudo das Leis Naturais do local. Contudo, quatro itens fundamentais da sustentabilidade agropecuária devem ser atendidos:
  • Suficiente matéria orgânica - fundamental para a aeração e agregação do solo, para a infiltração de água, disponibilidade de nutrientes e metabolismo das plantas.
  • Biodiversidade - essencial para a diversidade da vida no solo, sejam simbiontes ou de vida livre, que mobilizam nutrientes no solo.
  • Cobertura do solo - evitando seu aquecimento e erosão.
  • Controle do vento - com bosques e quebraventos, protegendo contra erosão eólica e perda de umidade (o vento pode levar o equivalente a 700 mm/chuva/ano)

Ressalta-se que, em regra, este é um processo gradual e multilinear de mudanças no manejo das atividades agropecuárias e no modelo de desenvolvimento rural, que tem como meta a transição de um modo de produção agroquímico para modos de produção e de vida fundamentados nas Leis da Natureza.

30/06/2009

INFILTRAÇÃO NO SOLO

O processo pelo qual a água penetra nas camadas superficiais do solo (importante para a agropecuária) denomina-se infiltração. Por este processo, a água percorre um caminho descendente através dos vazios do solo, em função da força da gravidade, até que seja barrada por uma camada impermeável, formando um lençol d'água.
Em geral, a parte superior da Terra é porosa até uma determinada profundidade, que pode ser maior ou menor dependendo do local. estes poros podem estar preenchidos total ou parcialmente com água. A camada onde a água preenche parcialmente os poros é chamada de zona de aeração, a outra camada, onde o preenchimento é total, é denominada de zona de saturação.
A zona de aeração subdivide-se em três faixas, com gradual transição entre elas, abaixo dispostas:
Faixa de água no subsolo - essencial à agricultura, é a que fornece água às plantas. Nesta faixa, a água é mantida pela atração molecular, cuja tendência é reter uma película fina de água sobre a superfície de cada partícula sólida e também pela ação da capilaridade, que age contra a força da gravidade, retendo água nos pequenos intevalos do solo. apenas quando a capacidade de retenção desta faixa está saturada é que a água começa a se deslocar verticalmente para baixo (percolação).
Faixa intermediária - nesta faixa, a água também é retida por atração molecular e capilaridade, porém seu aproveitamento é quase nulo.
Faixa de capilaridade - a água é retida acima da zona de saturação por capilaridade, em oposição à força da gravidade.
A zona de saturação é a única que constitui as águas subterrâneas, tendo também a força da gravidade como reguladora de seus movimentos.